segunda-feira, 3 de agosto de 2015
O Dia do Padre é celebrado oficialmente em 4 de agosto,
Mensagem do Papa Bento XVI ocasião da passagem do "Dia do Padre"
PORCIÚNCULA: a festa do Perdão
"Procuro o teu rosto caminhando até Assis!"
Este é o título da Marcha Franciscana 2015. Esta “Marcha” é
um evento franciscano que, há 35 anos, reúne centenas de jovens entre 18 a 33
anos de idade, de toda a Itália e de outras partes da Europa. A viagem dura 10
dias, feita a pé, a partir de 25 julho a 4 agosto, que conduz estes jovens ao
coração do franciscanismo, através de viagem física e espiritual, que tem como
objetivo final chegar à igreja em Santa Maria dos Anjos no dia 2 de agosto para
viver a “Festa do Perdão” e depois visitar e viver a espiritualidade
franciscana na cidade de Assis.
Segundo o testemunho
de Bartolomeu de Pisa, a origem da “Indulgência da Porciúncula” se deu assim:
Uma noite, do ano do Senhor de 1216, Francisco estava compenetrado na oração e
na contemplação na igrejinha da Porciúncula, perto de Assis, quando,
repentinamente, a igrejinha ficou repleta de vivíssima luz. Francisco, então, viu
Cristo sobre o altar e, à sua direita, a sua Mãe Santíssima, circundados de uma
multidão de anjos. Francisco, em silêncio e com a face por terra, adorou a seu
Senhor.
Perguntaram-lhe,
então, o que ele desejava para a salvação das almas. A resposta de Francisco
foi imediata: “Santíssimo Pai, mesmo que eu seja um mísero pecador, te peço,
que, a todos quantos, arrependidos e confessados, virão visitar esta igreja,
lhes conceda amplo e generoso perdão, com a completa remissão de todas as
culpas”.
A
Marcha Franciscana começou em 1980, da
tradição italiana que, cada região da Itália oferece anualmente o óleo para a
lâmpada que arde aos pés do túmulo de São Francisco, em Assis. Foi dentro deste
projeto que nasceu a Marcha Franciscana.
Em 1980, era a vez da região
italiana da Toscana que oferecia este óleo para a lâmpada de São Francisco. Por
isso, um grupo de jovens da Região da Toscana (Itália) quis, além da oferta do óleo,
refazer o caminho que Francisco fez em sua última viagem da montanha de La
Verna (onde tinha sido marcado com os estigmas) até à cidade de Assis. Esperava-se,
então, a presença de uns 30 jovens, mas participaram em torno de 100.
No ano seguinte, a Marcha já tinha se tornado um evento
nacional italiano.
Em 1982, na
comemoração dos 800 anos do nascimento de São Francisco, participaram uns 600
jovens.
Em 1989, a Marcha completou dez anos e, nessa
ocasião, os jovens foram também acolhidos pelo papa São João Paulo II em
Castelgandolfo, nos arredores de Roma.
Hoje, há 35 anos do
início da Marcha, as participações
de jovens ultrapassam o total de mil presenças, como gesto concreto de ser
cristãos em caminho para conhecer a si mesmos a fim de chegar sempre mais à paz
com Deus.
quarta-feira, 29 de julho de 2015
Vida Consagrada
7 –
Consagração
Os padres do deserto não foram a única vertente da vida consagrada. Ademais do grupo apostólico, existia a multidão dos seguidores de Jesus, entre os quais se enumeram setenta e dois, enviados á missão. Evidentemente que não escapava a observação deles o como Jesus vivia, as exigências consigo mesmo e com aqueles que se propunham segui-lo, ainda que não pertencessem ao grupo dos apóstolos. Houve então pessoas que quiseram viver como Jesus e Maria.
Os padres do deserto não foram a única vertente da vida consagrada. Ademais do grupo apostólico, existia a multidão dos seguidores de Jesus, entre os quais se enumeram setenta e dois, enviados á missão. Evidentemente que não escapava a observação deles o como Jesus vivia, as exigências consigo mesmo e com aqueles que se propunham segui-lo, ainda que não pertencessem ao grupo dos apóstolos. Houve então pessoas que quiseram viver como Jesus e Maria.
Fala-se
das filhas do apóstolo são Felipe que
permaneceram solteiras e se dedicaram ao serviço do Senhor inicialmente e da
comunidade em seguida. Não se falava nos votos de pobreza, obediência e
castidade. Ao que se sabe se conhecia a virgindade consagrada a exemplo de
Maria, a mãe de Jesus. Fala-se também de Anália, inicialmente noiva de um tal
Daniel, voltando á vida pelo poder de Jesus, dedicou-se totalmente ao seu
serviço, mesmo permanecendo com sua família.
Os
primeiros cristãos não tinham uma
visão completa dos sacramentos. Conheciam bem o Batismo pelo qual recebiam o
perdão dos pecados. Na prática desconheciam a Penitencia. Porém com o tempo se
deram conta de que o pecado mortal os colocava em situação muito difícil, pois
o batismo se recebia uma só vez. O batismo era visto como a única tábua de
salvação. A misericórdia do Senhor não teria previsto uma segunda?
Recordaram-se
das palavras de Jesus: “recebam o Espírito Santo, os pecados a quem perdoarem
serão perdoados e a quem não perdoarem não serão perdoados”. Naqueles tempos a
prática deste sacramento era muito dura: primeiro deviam cumprir a penitencia
que por vezes se estendia por toda a vida, só depois podendo receber a
absolvição. Conseqüência, ou se adiava o batismo para o final da vida,
ou se alguém já batizado incorresse em pecado mortal, um outro, talvez um
familiar ou da mesma comunidade se oferecia para fazer a penitencia em lugar do
pecador. Normalmente eram jovens. As penitencias incluíam a exclusão do
matrimonio, entre outras penas. Surgiram na Igreja grupos de penitentes voluntários,
a Ordem da Penitencia. As jovens eram chamadas de virgens e os rapazes
ascetas. Sabe-se que são Cipriano, bispo de Cartago assistia um desses grupos
em sua diocese.
Quando
pelo ano 500, são Bento instituiu a
vida monacal, uma forma de fazer penitencia que substituiu o monacato no
deserto passou a substituir também a chamada Ordem da Penitencia que foi
desaparecendo. Esses grupos de penitentes voluntários eram verdadeiramente
consagrados seculares em suas comunidades em suas famílias, em suas atividades,
cujo carisma era o fazer penitencia pelos pecadores. Com o andar dos anos se
tentou restabelecer esta modalidade de consagração, contudo, sem resultado.
Precursoras dos atuais Institutos foram as ursulinas, que se obrigaram a se
fazer monjas, em força das disposições da Igreja, na época.
Somente
nos inícios do século 20, os
Institutos seculares reaparecem. O primeiro deles foi a Realeza de Cristo. A
Pequena família Franciscana aparece em 1929. A Pequena Família de Irmãos franciscanos,
em 1992. Pio XII canonizou os Institutos Seculares de Vida consagrada com a
carta apostólica “Provida Mater Ecclésia” em 1947.
Nota: esse é um resumo muito sucinto da historia dos
Institutos seculares, apenas para uma primeira informação. Frei Antoninho.
8 –
Consagração -
Formação e retiro.
Leitura.
No Evangelho encontramos um fato
muito interessante, os discípulos dizem a Jesus: Si tal é a condição do
homem em relação á mulher, não paga a pena casar-se! Jesus lhes responde: Nem
todos entendem este modo de falar senão aqueles a quem lhe seja concedido: Há
eunucos que nasceram assim desde o seio materno; há outros que foram feitos
tais pela maldade dos homens e há outros que se fizeram tais por causa do
reino dos céus. Quem puder entender que entenda. (Mt.19, 10-12).
As
últimas palavras de Jesus se referem àqueles que livres e voluntariamente
escolheram a vida celibatária em busca da perfeição evangélica e da difusão do
reino de Deus. Por isso renunciam á construção de uma família própria,
renunciam a ter um esposo ou esposa, a filhos e netos... Renunciam mais: a
possuir bens materiais, para viver exclusivamente para os bens do reino,
renunciam mesmo a vontade própria para se submeter totalmente á vontade de Deus.
Jesus
mesmo dá o exemplo: Ele renunciou a possuir riquezas e bem estar material: “O
filho do homem não tem onde reclinar a cabeça”(Mt.8,20;
Lc9,58); renunciou a vontade própria: Pai, faça-se a tua vontade e não a
minha” (Lc 22,42); renunciou ao matrimonio: “Eu e o Pai somos um”
(Jô. 10,30); o matrimonio corresponde a uma necessidade humana, Cristo sendo um
com o Pai exclui qualquer carência.
Outro
exemplo é Maria, sua mãe: Quando o anjo lhe anuncia que será mãe do Messias,
responde: “Como será isso, se não conheço homem”?(Lc. 11,34)
Casada juridicamente com José, consagra sua virgindade no cuidado de
seu filho e filho de Deus. Quando morreu Jesus foi confiada por ele aos
cuidados de um sobrinho. Quando o anjo lhe revelou o mistério de sua concepção
respondeu com um testemunho de inteira obediência aos desígnios de Deus: “Sou
a escrava do Senhor, cumpra-se em mim segundo a sua vontade”(Lc 1,
38). Quando apresentou o Menino no Templo ofereceu com José um par de
rolas, sacrifício oferecido pelos pobres.
José
também é exemplo de um consagrado secular: casado com Maria, respeita a
consagração de sua esposa e ele mesmo se consagra na guarda da vida de Maria e
do menino que levava em seu ventre. Carpinteiro em Nazaré é testemunho de um
simples homem do povo que vive do seu trabalho. Quando pensou em abandonar Maria,
esclarecido pelo anjo, num testemunho de obediência, assume sua função de
guarda fiel de sua esposa e de pai adotivo de Jesus. Está aí o casto, o
pobre, o obediente.
Jesus,
Maria e José são exemplos de seculares consagrados á causa de Deus.
Externamente igual a todos os nazarenos e nazarenas, são porem, consagrados á
mais alta missão que jamais o Pai do céu confiou a um ser humano. Para isso se
santificam e a essa missão se dedicam de corpo e alma: Jesus Deus e homem, o
redentor e fundador da Igreja; Maria, a virgem - mãe imaculada, corredentora e
mãe da Igreja; José o guarda e patrono da Igreja.
A Sagrada
família é a patrona da PFIF e de fato de todos os Institutos seculares de vida
consagrada, seguidores do seu modelo de vida.
Meditação:
releia o texto, conferindo tudo no Evangelho. Oração: Conversa com Deus,
Jesus, Maria e José sobre o mistério da vida consagrada e os seus planos de
consagração. Contemplação: Voa no tempo e no espaço e visita esta
família admirável. Observa silenciosa e amorosamente como vivem, como se
quieren, como se ajudam... etc.
9 –
Consagração. . - Formação
e retiro.
Que
diz a Igreja? Jesus afirmou: “quem
vos escuta a mim escuta e quem vos despreza a mim despreza, e quem me despreza,
despreza aquele que me enviou”. Este texto é importante porque o Senhor
confere á Igreja o seu poder. Não somente nos casos em que está em jogo a
infalibilidade, mas de maneira geral sempre que se pronuncie, oriente ou
corrija mediante documentos oficiais. Com relação á vida consagrada a Igreja
tem uma experiência secular e com o testemunho de tantos consagrados, mais a reflexão
teológica, sua palavra adquire também uma autoridade humana de grande valor.
No
documento “Lúmen Gentium” (Luz dos povos) nos diz: “O fiel cristão
mediante os votos e outros vínculos similares por sua própria natureza, se
obriga á pratica dos três votos se entregando totalmente a Deus
sumamente amado, de modo que se ordena ao serviço de Deus e a sua glória, por
um título novo e especial”. Pelo batismo se está morto ao
pecado e consagrado a Deus; porém para que se possa tirar um fruto mais ubérrimo
da graça batismal, se pretende pela profissão na Igreja dos Conselhos
evangélicos, livrar-se dos impedimentos que poderiam afastar do fervor da
caridade e perfeição do culto divino e é consagrado intimamente ao serviço
divino. A consagração será tanto mais perfeita, quanto melhor representa, por
vínculos mais firmes e mais estáveis ao Cristo unido com vínculo indissolúvel á
sua Igreja”. (LG.44).
O texto
se apresenta com um conteúdo muito rico; simplificando: 1º - A consagração
pelos votos tem suas raízes na consagração batismal, que é a consagração
fundamento. 2º- A consagração pelos votos é tal por um título novo e
especial; nos consagra mais intimamente e expressa mais plenamente a
consagração batismal.
O
documento “Perfectae Caritatis”: “Recordem em primeiro lugar os membros
de qualquer Instituto que pela profissão dos conselhos evangélicos, deram uma
resposta ao chamado divino, de modo que não somente estão mortos ao pecado, mas
também renunciando ao mundo vivem somente para Deus. Já que entregaram toda sua
vida ao seu serviço, o que constitui certamente uma peculiar consagração, que
tem suas raízes na consagração do Batismo, a expressa mais plenamente. E porque
esta entrega de si foi recebida pela Igreja, saibam que ficam vinculados ao
serviço da mesma”(PC.5).
Simplificando:
3º - O consagrado vive somente para Deus, é propriedade divina. 4º - Está
vinculado á Igreja que recebeu sua consagração na representação do
Senhor.
Esta
lição leva a que os consagrados entendam melhor a natureza de sua consagração
em relação a Deus e a Igreja e possam dar-lhe o devido valor, prestar-lhes o
devido serviço, admiração e gozo espiritual.
Meditação. O tema é de natureza teológica, porém não tão
difícil de ser entendido. Leia mais uma vez. Se necessário pode consultar-me
por internet.
Oração: Peça com fé e humildade a graça de cada dia
aprofundar-se mais e mais no sentido de sua vocação, sinal de uma predileção
muito grande de Deus por sua pessoa. Contemplação: Diante de algo tão
grandioso e misterioso que nunca será entendo em plenitude, silencia boca e
mente, e assim, simplesmente permaneça em um silencio gozoso, humilde e
grato. Fr.Antoninho.
10 –
Consagração.
- Formação e Retiro
Foi dito
que o Batismo é a consagração fundamental. Sem o batismo, nenhum sacramento é
sacramento, nenhuma consagração é consagração. O batismo faz do batizando
membro da Igreja de Cristo, membro do corpo místico de Cristo, filho de Deus em
e por Jesus Cristo, templo vivo do Espírito Santo, morada da Santíssima
Trindade.
Disso vem
o conceito de consagrado. O ser humano batizado é misteriosamente separado para
Deus, unido a Deus, isto é, ao Santo, ao Sagrado. Essa proximidade com Deus o
coloca na dinâmica da santificação, pois o Senhor diz no Livro do Levítico: “Porque
eu sou Jahvé o vosso Deus, santificai-vos e sede santos porque eu sou
santo” (Lev.11,44)
Conclusão
1ª: A finalidade da vida consagrada, com suas raízes no Batismo, é a perfeição
da vida cristã, da vida Evangélica, em outras palavras, a santidade.
No
Evangelho Jesus dá poderes extraordinários á Igreja: “Quem vos escuta a
mim escuta; quem vos despreza a mim despreza; o que atem na terra será atado no
céu, o que desatem na terra, será desatado no céu”. Isso significa que
si a Igreja recebe os votos do consagrando é o céu, Deus, quem os recebe. Mais:
a iniciativa não é do consagrando, pois a vocação e a consagração vêm de Deus.
Ao homem cabe a resposta.
O
já consagrado pelo batismo, é consagrado mediante os votos, por um título
novo especial; igualmente o consagrado pelo batismo vinculado a
Igreja, se vincula mediante os votos ao serviço da Igreja por um titulo novo
e especial.
Conclusão
2º: Outra finalidade da vida consagrada é o comprometer-se com a
difusão do Reino de Deus, ou seja, com o apostolado.
O batismo
contém em si todo o pluralismo da vida cristã, é como a semente da qual
germinam todas as vocações características do cristianismo: no clero, no
laicato na vida consagrada e no mundo secular. Cada vocação explora um filão
particular; um filão que nasce do batismo, desenvolvendo as virtualidades que
lhe são próprias. Nem o Clero, nem o laicato, nem a vida consagrada e a secular
vive todas as possibilidades do Batismo, nenhuma por si mesma esgota a riqueza
do Batismo. Todos, porém, são necessários para manifestar o que é
verdadeiramente o batismo na vida da Igreja. Leigo, sacerdotes, consagrados e
seculares, representam uma plenitude especifica. Na vida consagrada os votos
aprofundam, especificam as virtudes da pobreza evangélica, da obediência
caritativa, e da castidade solteira contidos no Batismo em gérmen. A encarnação
perfeita da vocação cristã não pode realizar-se plenamente em uma só categoria
de fieis, somente na Igreja universal. Assim não é difícil entender que o
consagrado é tal por seu batismo e por um novo e especial titulo escolhe
cultivar determinados valores da vida cristã contidos no Batismo e renuncia a
cultivar outros. A vida consagrada, a consagração pelos votos é a que toca o
cume de toda a graça batismal (Gutierrez. Teologia sistemática da vida
religiosa, Madrid.
Meditação - Releia o texto, analise, se coloque á luz destas
verdades, tire conclusões praticas. Oração. Agradeça a Deus por seu
Batismo peça a graça de ser fiel á sua vocação. Contemplação:
Detém-te no conceito de consagração como plenitude do Batismo e em silencio
permita ao teu coração agradecer, louvar e glorificar o Senhor
11-
Consagração. - Formação e retiro.
Que
não é a vida consagrada. Nem tudo o que se afirma da vida consagrada está
certo.
1º - A
vida consagrada não é um estado de perfeição no sentido de que outros
estados, o matrimonial, o sacerdotal, por exemplo, o não o sejam. No
passado muitos entendiam que para santificar-se era necessário entrar para a
vida religiosa ou então imitá-a. O Concilio Vaticano II declarou que o don da
santidade pertence á Igreja universal. O dever da santidade não deriva da
vocação á vida religiosa, mas do próprio batismo.
2º -
Jesus não fundou a vida consagrada mediante os conselhos evangélicos. A vida
religiosa surgiu na Igreja no século IV e a secular consagrada já no século I
em circunstancias sociais eclesiais especiais. Nem os Santos Padres, nem os
Padres do deserto escreveram que Jesus Cristo tenha instituído a vida
consagrada.
3º -
Não é a atividade que faz o autentico consagrado. Esta idéia veio do
Calvinismo no qual se acreditava que o produzir era sinal de predestinação
divina. A modernidade fortaleceu esta idéia: quem produz tem valor, bom
religioso é aquele que produz, mal interpretando o slogan de São Bento: “Ora et
labora”. O ativismo produziu religiosos secos, vazios, desanimados funcionários
público sem identidade. Pior ainda, quando identifica o ser consagrado com
alguma obra.
4º -
Supervalorização de estruturas que deviam ser instrumentos se tornou a própria
instituição. O secundário se fez principal O que era um meio, finalidade: o
homem para o sábado e não o sábado para o homem.
Que é
a vida consagrada. Até o ano 312 ser
cristão era optar pela possibilidade do martírio. Eram tempos heróicos de uma
vida cristã fervorosa. Com o famoso edito de Milão a Igreja ganhou a liberdade.
O numero de cristãos se multiplicou e o fervor inicial baixou. Sem ambiente
para viver o evangelho com radicalidade muitos procuraram o deserto para aí
viver a perfeição da vida cristã. Depois vieram os mosteiros, fora das cidades,
silencio quase absoluto... uma modalidade de deserto.
O
concilio de Trento centralizou a ênfase da vida consagrada nos três votos.
Porem o projeto original da vida consagrada era viver a aliança do próprio
batismo de forma radical. Essa radicalidade, essência da vida consagrada é o
amor: “amor a Deus sobre todas as coisas e amor ao próximo como Deus nos
amou”. Não existe lei mais importante, “viver o primado do absoluto que é
Deus.
Conseqüências:
1º - A pessoa consagrada pertence a
Deus por uma aliança livremente assumida: vive em Deus e para Deus. E pertence
totalmente aos irmãos, servindo a Deus em suas pessoas. Todo o que faça é
culto, adoração e serviço. 2º- A vida se torna uma liturgia perene, um
processo de conversão para toda a vida.
Meditação.
Releia o texto, devagar, medindo as
palavras.
Oração. Talvez que sua vida não seja o que se disse. É hora de
orar, de pedir a Deus a graça de viver o verdadeiro sentido da vida consagrada.
Contemplação. Deixa a sua mente e coração demorar-se na pessoa de Jesus
como o primeiro e perfeito consagrado.
Vida de Consagração.
Para
retiro y formação.
1 – Consagração.
Leitura. Consagração é uma palavra com muitos significados. Quando
usada, é necessário saber de que consagração se está falando. Pode estar
significando:
- A ereção de um monumento, a inauguração de uma praça ou rua mediante o que se
consagra a lembrança de um determinado personagem: D.Pedro II, por exemplo.
- O reconhecimento público, depois de um esforço e dedicação muito grande, pelo
qual se conseguiu algum título, fama ou status.
- Destinar uma palavra ou expressão para significar com exclusividade determinado
conceito, ou coisa. Igreja Católica apostólica romana, por exemplo.
- Dedicar-se com totalidade ao serviço de uma entidade de caráter religioso,
político ou de natureza humanitária,
científica, artística etc.
- Consagração das virgens. Prática religiosa que vem da primitiva Igreja de as
moças consagrarem sua virgindade a Deus, comprometendo-se com algum serviço em
favor da comunidade ou do culto. Havia desaparecido e foi restabelecido pelo
Vaticano II.
- Consagração do altar e dedicação da
Igreja. Ritual pelo qual o Senhor
bispo destina exclusivamente ao culto um Templo e o Altar que deve ser
inamovível e de pedra.
- Consagração Eucarística: Transubstanciação do pão e do vinho no corpo e sangue
de Cristo, mediante as palavras de Jesus proferidas pelo Sacerdote celebrante:
“Isto é o meu corpo” e “Este é o cálice do meu sangue”.
- Consagração pelos Conselhos
evangélicos. Atitude de um homem ou
mulher que livre e voluntariamente se entrega a Deus como propriedade sua
mediante os votos de pobreza, obediência e castidade, geralmente num Instituto
de vida consagrada religiosa ou secular.
- Consagração batismal: Consagração realizada mediante o sacramento do
Batismo pela qual o batizando se faz cristão, membro da Igreja e morada do
Espírito Santo.
- Consagração crismal: Consagração mediante o sacramento da Crisma pela
qual o cristão é reconhecido adulto na fé e assume sua função na Comunidade.
- Consagração sacerdotal, episcopal mediante o sacramento da Ordem. O cristão é ungido e
consagrado para o governo de uma diocese, ou o sacerdote como auxiliar do
Senhor Bispo, ambos a serviço do povo cristão.
- Consagração á Virgem. Absolutamente falando uma consagração se faz somente a
Deus, Ele em verdade é o Criador e Senhor de nossas vidas. O povo católico,
porém, tem o costume de consagrar-se a Nossa Senhora de forma espontânea ou solene.
A
Igreja reconhece esta prática, e oficialmente a recomenda. A Igreja, Dioceses,
Paróquias, simples Capelas são consagrados a Nossa Senhora. Maria é a mãe de
Deus, a Rainha do céu e da terra. Consagrar-se a ela tem o sentido de
consagrar-se a Deus mediante sua pessoa e ter de modo especial a sua proteção.
Consagração á Virgem: “Lembrai-vos que vos pertenço, terna mãe, senhora
nossa. O, guardai-me defendei-me, como filho e propriedade vossa”. Amém.
_________________________________________________________________
Meditação. Releia o texto e verifique se entendeu o sentido e a
diferença de cada modalidade uma em relação a outra. Oração Se você já é consagrado ou está a caminho, renova seus votos
ou seu propósito de fazer de sua vida cristã uma forma de viver com radicalismo
para Deus e os irmãos. Contemplação:
Desfruta do gozo espiritual de pertencer ao Senhor, a sua Mãe Santíssima, a
Igreja, numa atitude silenciosa e
amorosa.
3 – Consagração.
Consagração lembrança do paraíso terrestre e
antecipação do paraíso celestial.
Nosso Deus Uno e Trino não é um Deus solitário.
Criou por amor e com amor. O amor é a expansão de si mesmo. Ele quer partilhar
com suas criaturas sua felicidade. Lemos no Gênesis: “façamos o ser humano a nossa
imagem e semelhança (Gn.1,26). Existir à imagem e semelhança de Deus já
é partilhar a existência. Os filhos são imagens e semelhanças de seus pais, e
Deus é nosso Criador e Pai. Mais, lemos ainda no Gênesis “ouviram depois o ruído dos
passos de Deus que passeava pelo jardim a hora da brisa” (Gn.3,8). Deus
convivia com o ser humano em seu habitat, o jardim. Nossos primeiros pais eram
companheiros, concidadãos... do Criador!
O consagrado é chamado exatamente a isso, mediante
uma vida de comunhão viver uma vida de amor, pai e filhos. Sem amor a Deus e
aos irmãos a vida consagrada não tem sentido.
Pobreza, obediência e castidade são as atitudes
máximas do amor: A renúncia aos bens materiais, aos bens corporais, aos bens
espirituais, somente tem sentido se for pelo encontro de um sentido superior
para a própria existência, um amor maior. Jesus no Evangelho nos conta duas
lindas parábolas, a dona de casa que perde uma moeda de valor e a procura, o
negociante que descobrindo uma pedra preciosa de grande valor num campo, tudo
vende para adquirir o campo.
É assim que a saudade do paraíso terrestre desperta
o desejo do paraíso celestial: uma vida de comunhão e participação com o Pai.
Pobreza: quando deixamos este mundo,
deixamos todos os bens materiais, nada levamos para o céu. Pobres, nus,
chegamos a este mundo e pobres saímos dele. Deus é toda nossa riqueza.
Castidade: Também os prazeres corporais
aqui ficam com o corpo que volta à terra donde veio. O corpo carnal é trocado
por um corpo glorioso a semelhança do corpo de Jesus depois da ressurreição.
Obediência: Aqui na terra alguém pode
dizer: “minha vida é minha vida, faço dela o que me apraz”. Lá no céu nossa
vida será Ele, n’Ele, e por Ele, sumo bem, bem total. Disse Jesus: “No
céu ninguém se casa e ninguém se dá em casamento, todos serão com os Anjos de
Deus” (Mc.12,2). Ao plagiar o Senhor, dir-se-á: “nada se compra e
nada se vende”... Deus será nossa única riqueza. Não fará a própria vontade nem
a de um outro. A vontade do Senhor será a vontade de todos, porque estaremos
todos vivendo a realidade do amor Pai filhos.
Na morte todos são consagrados. A vida consagrada
representa saudades do paraíso terrestre e antecipação do céu: viver já aqui na
terra a realidade da vida eterna.
_______________________________________________________________________
Meditação. Releia o texto pondo
atenção nos detalhes. Podem parecer fantasiosos, mas é isso mesmo, reflita.
Jesus disse uma vez: “Nem a todos é dado compreender estas coisas”.
Oração: Peça ao Senhor que seu
plano que fracassou no paraíso terrestre e se realizará em plenitude no céu, se
realize no dia a dia de sua vida consagrada. Agradeça ao Senhor a graça da
consagração e o louve por seus feitos maravilhosos e misteriosos.
Contemplação. Silencia o seu ser:
pensamentos, fantasias e locução. Tenta viver e gozar a realidade de pelos
votos, viver a comunhão com Deus, já aqui na terra a realidade do céu. Quando
um presente é muitíssimo precioso, se balbucia um muito obrigado e silencioso,
boquiabertos admiramos, admiramos, admiramos; nada mais.
4 – Consagração
formação e retiro
Leitura. Renovemos nossa fé: “eu creio Senhor, aumenta minha
fé”. Sem fé tudo o que segue não passará de fantasia ou alucinação.
Consagração
e vida trinitária. Há um só Deus em
três pessoas distintas: Pai e Filho e Espírito Santo. O Pai se doa totalmente
ao Filho, ele é o unigênito. O Filho se doa totalmente ao Pai. Pai e Filho se
doam ao Espírito Santo, e este ao Pai e ao Filho: três pessoas e um só Deus.
Jesus disse uma vez: “Eu e o Padre somos um;” (Jô.10,30) o
Padre poderia dizer: “eu e meu Filho somos um”; ambos poderiam dizer: “nós e o
Espírito Santo somos um”. Deus não poderá dizer eu e minhas criaturas somos um,
pois são de naturezas distintas, Criador e criatura. Existe porém, uma
misteriosas atração entre Deus e o ser humano, simplesmente porque Deus-amor
criou por amor, para amar e ser amado e quis por isso mesmo estar com suas
criaturas, segundo disse Jesus: “Si alguém me ama guardará as
minhas palavras, e meu Pai o amará. Então viremos a ele e nele faremos
nossa morada.. (Jo.14,23) e recebem a doação que estas fazem de si
mesmas: o homem Jesus se entrega totalmente ao Pai: “Pai, faça-se não a
minha mas a tua vontade.” (Lc.22,42). Maria sua mãe, igualmente: “Eu
sou a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua vontade” Lc1,38).
O
ser humano sendo amado tem necessidade de responder com amor. Amor com amor se
paga. Pode até equivocar-se quanto a pessoa de seu Deus ou quanto a maneira de
amá-lo, porém essa necessidade é um traço presente em todo ser humano
desde os primórdios. O amor cria laços de pertença mutua, entre os seres
humanos, na Trindade, e entre o Criador e a criatura. O Verbo, IIª pessoa
da Santíssima Trindade, assumiu a natureza humana, se fez homem e o homem
então participa por graça da natureza divina, pela presença de Deus nele:
“Não sabeis que sois templo de Deus e os espírito santo habita em vós”
(1Cor. 3,16). Jesus ora “...para que sejam um, como nós somos um:
eu neles e tu em mim. Assim
alcançarão a perfeição na unidade” (Jô 17, 22-23). Tudo isso é um
grande mistério que podemos adorar, não, porém, compreender.
Consagração
tem sentido de pertença. A Trindade vive uma consagração mútua, total. O
cristão na sua condição de criatura participa misteriosamente nessa consagração,
em força de seu batismo. O consagrado é chamado a participar de modo mais
profundo e radical, puramente por graça, isto é, por iniciativa e concessão do
Senhor. Podem ser aplicadas ao povo cristão as palavras do Senhor ao povo de
Israel: “Terei minha morada entre vocês já não os olharei mal. Passearei
no meio de vocês e serei o seu Deus enquanto vocês serão o meu povo” (Lev. 26,
11-12)
A vida
consagrada, religiosa ou secular, é radicalização do Batismo, um aprofundar o
sentido da vida cristã. Por isso mesmo tem que ser um testemunho forte de vida
crista para os demais cristãos.
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Meditação.
Releia com calma este texto. Se tiver
alguma dúvida que a fraternidade não possa aclarar, me passe um e-mail e
responderei com prazer, ao menos para explicar o quê quis dizer. Oração.
Deixa que a oração flua de seu coração, espontânea, feliz, ardorosa, amorosa, a
luz de tão grande mistério. Contemplação: Sugiro que frente ao Sacrário
permaneça o tempo que te pareça, em silencio, olhando admirado para Aquele que
tanto nos ama, encerrado ali; a grandeza de seu amor, testemunha do amor
do nosso Deus e Pai-criador, e do Espírito Santo, hóspede em nosso coração.
Frei Antoninho.
5 –
Fundamentos bíblicos.
Formação e retiro
A vida
cristã, e evidentemente a vida consagrada se fundamentam nas Sagradas
Escrituras, Antigo e Novo Testamento. Quê se encontra na Bíblia sobre uma vida
consagrada? Encontramos uma insistente reciprocidade de entrega entre o Senhor
e o povo eleito: “Caminharei entre vocês: eu serei o seu Deus e vocês
serão o meu povo” (Lev.26,12.
“Direi:
tu és o meu povo” e ele me dirá “tu és o meu Deus” (Os.2,25).
Israel é
o povo eleito de Deus dentre todos os povos da terra, uma eleição de
predileção, porque Israel não era um grande povo, nem existia quando o Senhor o
escolheu na pessoa de Abraão. Um povo semi-primitivo e inculto em relação aos
seus visinhos: Egito, Grécia, Roma, Pérsia... Foi escolhido porque dele
sairia o Ungido desde o Paraíso terrestre, sobre quem pesava a salvação da
humanidade. Por sua vez, o povo hebreu tinha uma forte consciência de sua
eleição e por isso mesmo fechou-se sobre si mesmo a fim de não contaminar-se
com a idolatria que tomara conta do mundo. Especialmente em seus hinos, repete:
“A ti clamo Senhor, a ti digo: Tu és meu refúgio, minha herança na terra dos
viventes (Sl.141,6).
Ainda que
tenham mal entendido o sentido da missão messiânica, Israel estava muito
consciente de seu destino e missão. Suas jovens consideravam uma maldição o não
poder casar-se, pois o matrimonio lhes dava a oportunidade de aproximação com o
Messias. Deus escolheu entre elas aquela que optou pela vida solteira por não
considerar-se digna de tão grande privilégio.
O profeta
Oséas desenvolve muito bem em seu livro esta relação de mutua pertença entre
Deus e o povo de Israel comparando-a á mútua pertença matrimonial: “Eu te
desposarei para sempre; desposar-te-ei na justiça y no direito, com amor
e compaixão; te desposarei na fidelidade e tu conhecerás o Senhor.
(Os.2,21-22).
O
matrimonio implica uma pertença mutua que os casados significam muito bem
quando dizem: “minha senhora” ou “meu marido”. Marido e mulher
chamam-se também esposos. Esposar na língua latina e castelhana significa
algemar, atar-se um ao outro.
Pela
consagração esposamos a Deus, ou seja, nos atamos ao Senhor com amarras de
amor, ele a nós. Pertencemos um ao outro: “eu sou o teu Deus e tu serás o meu
povo”. Porção, quinhão, posse, pertença mutua, como Israel, povo consagrado,
povo do Senhor. Este é um mistério nunca suficientemente entendido e nem
contemplado.
O pecado
de infidelidade ao pacto de consagração é comparado na Biblia á infidelidade
matrimonial, ao pecado de adultério: “um espírito de prostituição o
(o povo de Israel) extravia, se prostituem sacudindo-se de seu Deus” (Os.
4,12).
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Meditação: leia de novo o texto, analisa, aplica á sua vida.
Meditação: leia de novo o texto, analisa, aplica á sua vida.
Oração: Conversa com Deus sobre os seus
projetos de consagração, reconheça sua debilidade, peça, agradeça, louve...
Contemplação.
Imagina sua vida como uma pessoa verdadeiramente consagrada, testemunha de vida
cristã num mundo secularizado, afastado de Deus, como se Ele não
existisse. Repita muitas vezes: “sou todo teu Senhor e tudo o que me pertence”.
Frei Antoninho.
6 – Consagração.
Formação e retiro.
Inicio
da vida consagrada. Tudo iniciou com
os Padres do deserto. Eles observaram que Jesus tinha o seu modo de ser e agir.
Que tinha exigências consigo mesmo e isso mesmo pedia de seus seguidores. A
vida consagrada, por sua natureza está centrada na pessoa de Jesus, sua razão
de ser, cristocentrismo.
Os
rabinos. Cada um tinha a sua
escola. O jovem escolhia a quem queria seguir. Deixava sua família e
passava a viver em comunidade com outros jovens na casa do rabino. Sua família
pagava uma quota ao Rabino pela formação do filho que era intenssa. A
finalidade dera a observância perfeita da Lei de Moisés e as tradições.
(Atos 22,3-4). Os jovens se encarregavam de todo o serviço da casa. Quando
saiam com o mestre, seguiam sempre um passo atrás do mesmo. Disso a forma
de convidar alguém a entrar para sua escola: “Siga-me” ou “permaneça
um passo atrás de mim”.
Jesus:
seguindo a praxe, Jesus convidou seus
discípulos: “sigam-me”. O uso dessa expressão significa que Jesus se
considerava um Rabino, um mestre um observante da lei. Até seus inimigos
reconheciam isso (Jô.3,2). Seus discípulos passaram a conviver com Ele e a
segui-lo um passo atrás (Mc.8,33;Mt.16,23; Lc.9,55).
Diferenças: A meta dos rabinos era a observância perfeita
da Lei. A meta de Jesus, era o espírito e a motivação que deve estar por
trás da observância. Finalidade: Rabinos, a perfeição da observância.
Alcançada a finalidade o discípulo se desliga do mestre. Jesus: é mestre
por toda a vida, o discípulo igualmente por toda a vida. Seguimento. Rabinos:
chamado individual privilegiado. Jesus: chamado a universal.
Origem
da vida consagrada religiosa: Jesus
era exigente consigo mesmo com simplicidade e naturalidade. O mesmo com seus
discípulos. Ele dá exemplo de radicalidade, de totalidade na consagração ao
Pai: renuncia os bens temporais, lhe basta o necessário. Renuncia o parentesco
familiar: sua mãe, seus irmãos; sua família é a comunidade dos seus seguidores;
renuncia a si mesmo e se oferece pela salvação da humanidade. Com sua palavra
de mestre sigam-me, institui o grupo apostólico como uma comunidade
discipular e missionária. - Jesus não fundou a vida consagrada comunitária nos
moldes de hoje, mas deixou tudo para que isso acontecesse com os Padres do
deserto e com as Ordens e congregações, mais tarde.
A vida
consagrada religiosa na diversidade dos carismas, é uma tentativa de reproduzir
o grupo apostólico no seguimento do Cristo: discipulado e missão apostólica.
Jesus na pessoa dos fundadores os mestres que deram o exemplo, caminharam
adiante.
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Meditação: releia com vagar o texto e verifique depois no
Evangelho as atitudes de Jesus - mestre e dos apóstolos - discípulos.
Oração:
Reza por todos os consagrados, pedindo ao Senhor a perseverança de todos eles
no discipulado e na missão.
Contemplação: Que tal você no discipulado de
Jesus? Segui-lo um passo atrás... por toda a vida... copiando em sua pessoa as
atitudes de Jesus... Permita-se ver assim, sentir-se assim: discípulo e
missionário.
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