quarta-feira, 29 de julho de 2015

Itinerário da “LECCIO DIVINA”



1 – Preparação. Disposição interior e exterior: Silenciar a boca e a mente. Um relaxamento físico. Um ambiente propício. Oração pedindo ao Senhor luz e força. Luz para captar o verdadeiro sentido da Palavra; força e coragem para mudar. Bíblia.
2 – Leitura. Ler o Evangelho ou a primeira leitura do dia. Devagar, procurando entender cada palavra e principalmente a mensagem. Se necessário ler uma segunda e terceira vez.
3 – Meditação. Pensar, refletir. Colocar-se à luz da Palavra de Deus: Que significa para mim esta mensagem do Senhor? Como está minha vida à luz desta Palavra. Exige de mim alguma mudança? Muito grande? Tenho disposição, coragem para isso?
4 – Discernimento e decisão: Das muitas coisas, que poderia me propor em conclusão da meditação feita, o que vou fazer? Qual meu propósito, até uma próxima oportunidade? Já tenho feito este propósito sem resultado, por quê? Já tenho feito, trata-se agora de aprofundar, de crescer? Necessito falar com meu Diretor espiritual? Consultar seu parecer?
5 – Oração. A oração deve nascer espontânea da meditação feita. Decorre da força da Palavra e da debilidade de minha condição. Pode ser uma manifestação de gratidão pelas graças que o Senhor está sempre a nos conceder. Um pedido de perdão pelas infidelidades passadas. Um pedido de ajuda à própria insuficiência. De louvor por tudo o que o Senhor realiza na Igreja, em sua vida. – A oração não deve ser utilitarista, comercial e sim uma atitude amiga, gratuita.
6 – Contemplação. Silêncio amoroso. Adoração silenciosa. Disponibilidade à vontade do Pai. Gozo interior pela presença do Senhor em sua pessoa. Não é necessário dizer nada: Que um silêncio amoroso signifique tudo o que pudesse dizer. Simplesmente a consciência da presença do Espírito Santo em sua vida e o sentimento de disponibilidade à vontade do Pai. – Contemplação não é fazer alguma coisa, não é ação: é atitude de todo o seu ser.
7 – Conclusão: Não deixar a Lectio Divina, sem uma oração de agradecimento pela oportunidade feliz de poder estar este momento a sós com Deus. Recita um salmo apropriado, uma oração espontânea, um simples e profundo “muito obrigado”. Escolha uma frase como resumo de tudo que lhe recorde esta hora vivida de oração. Pode ser também uma jaculatória para ser repetida muitas vezes espontaneamente durante o dia.
8 – Partilha. Se estiver previsto uma partilha com os irmãos, não se preocupe com o que falar. A simplicidade e a sinceridade é a melhor atitude. Não fique calado, nem fale demais. Partilhe por ex. o seu discernimento e propósito.
Nota: Pode-se usar este método também com um acontecimento que se queira aprofundar à luz de Deus e da fé.
                                                          (Tradução e adaptação de Fr.Antoninho)

 

 

 

 

                                 


Discurso do Papa Francisco



Durante o Encontro Promovido 
Pela Conferência Italiana Dos Institutos Seculares -  Sábado, 10 de Maio de 2014
Palavras improvisadas:
1.    Pio XII,Provida Mater ecclesia,  foi um gesto revolucionário na Igreja, um gesto de coragem que a Igreja fez:  dar estrutura, atribuir institucionalidade aos institutos seculares.
2.    A partir daquele momento até hoje é tão grande o bem que fizestes à Igreja, com coragem porque há necessidade de coragem para viver no mundo.
3.    Muitos de vós, em casa, no apartamento, outros em pequenas comunidades, vivendo como uma pessoa que vive no mundo e ao mesmo tempo vivendo a contemplação.
4.    Viver no mundo e cultivar a contemplação. Contemplação em relação ao Senhor e também em relação ao mundo. Contemplar a realidade, contemplar as belezas do mundo e também os grandes pecados da sociedade, os desvios, todas estas coisas, e sempre em tensão espiritual...
5.    Por isso a vossa vocação é fascinante, porque é uma vocação que está precisamente ali, onde está em questão a salvação não só das pessoas, mas das instituições.
6.     Espero que conserveis sempre esta atitude de ir além, não só além, mas mais além e no meio, lá onde tudo está em questão: a política, a economia, a educação, a família... ali!
7.    Talvez seja possível que tenhais a tentação de pensar: «Mas o que posso eu fazer?». Quando surge esta tentação recordai-vos de que o Senhor nos falou do grão de mostarda! E a vossa vida é como a semente... ali; é como o fermento... ali. É fazer o possível para que o Reino venha, cresça e seja grande e também que guarde muita gente, como a árvore da mostarda. Pensai nisto. 
8.    Vida pequena, gesto pequeno; vida normal, mas fermento, semente, que faz crescer. 
9.    Os resultados neste balanço sobre o Reino de Deus não se vê. Só o Senhor nos faz sentir algo... Veremos os resultado no céu.
10. E para isto é importante que tenhais muita esperança! É uma graça que deveis pedir ao Senhor, sempre: a esperança que nunca desilude. Nunca desilude! Uma esperança que vai em frente. 
11. Eu aconselho-vos a ler com muita frequência o capítulo 11 da Carta aos Hebreus, aquele capítulo da esperança. E aprender que muitos dos nossos pais percorreram este caminho sem resultados, mas viram-nos de longe. A esperança... É isto que vos desejo.
12. Muito obrigado pelo que fazeis na Igreja; muito obrigado pela oração e pelas ações. Obrigado pela esperança. E não esqueçais: sede revolucionários!

Discurso preparado e entregue:

1. Conheço e aprecio a vossa vocação! Ela é uma das formas mais recentes de vida consagrada reconhecidas e aprovadas pela Igreja, e talvez por isto ainda não é totalmente compreendida. Não desanimeis: vós pertenceis àquela Igreja pobre e em saída que desejo!
2. Por vocação sois leigos [e sacerdotes] (1) como os outros no meio dos outros, levais uma vida normal, privada de sinais exteriores, sem o apoio de uma vida comunitária, sem a visibilidade de um apostolado organizado ou de obras específicas.
3. Sois ricos só da experiência totalizadora do amor de Deus e por isto sois capazes de conhecer e partilhar a fadiga da vida nas suas multíplices expressões, fermentando-as com a luz e com a força do Evangelho.
4. Sede sinal daquela Igreja dialogante da qual fala Paulo VI na Encíclica Ecclesiam suam: «Não se salva o mundo estando fora; é preciso, como o Verbo de Deus que se fez homem, identificar-se, em certa medida, com as formas de vida daqueles aos quais se pretende levar a mensagem de Cristo, é preciso partilhar, sem estabelecer distâncias de privilégios, ou diafragma de diálogo incompreensível, o hábito comum, sob condição de que seja humano e honesto, sobretudo dos mais pequenos, se quisermos ser ouvidos e compreendidos. É necessário, ainda antes de falar, ouvir a voz, aliás o coração do homem; compreendê-lo, e na medida do possível respeitá-lo e, quando o merece, satisfazê-lo. É preciso tornar-se irmãos dos homens no mesmo ato com o qual queremos ser seus pastores, pais e mestres. O clima do diálogo é a amizade. Aliás, o serviço» (n. 90).
5. O tema da vossa Assembleia, «No coração das vicissitudes humanas: os desafios de uma sociedade complexa», indica o campo da vossa missão e da vossa profecia.
6. Estais no mundo mas não sois do mundo, levando dentro de vós o essencial da mensagem cristã: o amor do Pai que salva. Estais no coração do mundo com o coração de Deus.
A vossa vocação faz com que estejais interessados em cada homem e nas suas instâncias mais profundas, que muitas vezes não são expressas ou são mascaradas. Em virtude do amor de Deus que encontrastes e conhecestes, sois capazes de proximidade e ternura. Assim podeis estar tão próximos que tocais do alto as suas feridas e expectativas, as suas perguntas e as suas necessidades, com aquela ternura que é expressão de uma cura que elimina qualquer distância. Como o Samaritano que passou adiante e viu e sentiu compaixão. Está aqui o movimento no qual a vossa vocação vos compromete: passar ao lado de cada homem e tornar-vos o próximo de cada pessoa que encontrais.
7. O vosso permanecer no mundo não é simplesmente uma condição sociológica, mas é uma realidade teologal que vos chama a um estar consciente, atento, que sabe entrever, ver e tocar a carne do irmão.
8. Se isto não acontece, se vos tornastes distraídos, ou ainda pior, se não conheceis este mundo contemporâneo mas conheceis e frequentais só o mundo mais conveniente para vós ou que mais vos seduz, então é urgente uma conversão!
9. A vossa é uma vocação por sua natureza em saída, não só porque vos leva para o alto, mas também e, sobretudo, porque vos pede que habiteis lá onde habitam todos os homens.
10. Sede um fermento que pode produzir um pão bom para muitos, aquele pão do qual há tanta fome: a escuta das necessidades, dos desejos, das desilusões, da esperança. Como quem vos precedeu na vossa vocação, podeis voltar a dar esperança aos jovens, ajudar os idosos, abrir caminhos para o futuro, difundir o amor em todos os lugares e em cada situação.
11. Se isto não acontecer, se a vossa vida diária estiver privada de testemunho e de profecia, então, volto a repetir-vos, é urgente uma conversão!
12. Nunca percais o impulso de caminhar pelas vias do mundo, a consciência de que caminhar, ir até com passo incerto e coxeando, é sempre melhor do que estar parados, fechados nas próprias perguntas ou certezas.
13. A paixão missionária, a alegria do encontro com Cristo que vos estimula a partilhar com os outros a beleza da fé, afasta o risco de permanecer bloqueados no individualismo.
14. O pensamento que o homem propõe como artífice de si mesmo, guiado apenas pelas próprias escolhas e desejos, muitas vezes revestidos com o hábito aparentemente belo da liberdade e do respeito, corre o risco de minar os fundamentos da vida consagrada, sobretudo da secular.
15. É urgente reavaliar o sentido de pertença à vossa comunidade vocacional que, precisamente porque não se funda numa vida comum, encontra os seus pontos de força no carisma. Por isso, se cada um de vós é para os outros uma possibilidade preciosa de encontro com Deus, trata-se de redescobrir a responsabilidade de ser profecia como comunidade, de procurar juntos, com humildade e com paciência, uma palavra de sentido que pode ser um dom para o país e para a Igreja, e dela dar testemunho com simplicidade.
16. Vós sois como antenas prontas a colher os germes de novidade suscitados pelo Espírito Santo, e podeis ajudar a comunidade eclesial a assumir este olhar de bem e encontrar caminhos novos e corajosos para alcançar todos.
17. Pobres entre os pobres, mas com o coração ardente.
18. Nunca parados, sempre a caminho.
19. Juntos e enviados, também quando estais sós, porque a consagração faz de vós uma centelha viva de Igreja.
20. Sempre a caminho com aquela virtude que é uma virtude peregrina: a alegria!
21. Obrigado, caríssimos, pelo que sois.
22. O Senhor vos abençoe e Nossa Senhora vos proteja. E rezai por mim!

Discurso  do Papa Francisco sobre o ano da Vida Consagrada e nosso papel como Consagradas Seculares na Igreja hoje. Através de diversas citações bíblicas procurou-se interiorizar-se para vivenciar no dia a dia a nossa vocação:
Mc 3,14;  I Coríntios 7, 32-37;  Jo 15, 19-37;  Oséias 3,5;  Êxodo 40, 34-38;  Numero 9, 15-17;  I Reis 18 e 19.
O  tema: A mulher Hemorraíssa e a Mulher Cananeia, também fez com que fosse enfatizado bastante o nosso papel de mulher consagrada Secular no mundo de hoje. Questionou:
Como nos identificamos hoje?
 Quais as minhas preocupações?
Qual é o testemunho da nossa vida?
Deixamos nos interpelar pelo Evangelho?
Qual é o testemunho da nossa vida?
Jesus é o meu único amor?

terça-feira, 14 de julho de 2015

A crise segundo "Einstein” Autor: Albert Einsten



Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo.
A crise é a melhor bênção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos.
A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura.
É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias.
Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar "superado".

Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções.
A verdadeira crise, é a crise da incompetência.
O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis.
Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia.
Sem crise não há mérito.
É na crise que se aflora o melhor de cada um.
Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. 
Em vez disso, trabalhemos duro.
Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la.
Reflita sobre isso!
O que o homem semear, isso colherá.
Galatas 6:7