domingo, 26 de abril de 2020

7º tema: A Sabedoria se opõe à idolatria. Ler: Sabedoria, cap. 11,15-12,2.


O tema de idolatria parece uma divagação (diversão) dentro do tema de agir da Sabedoria na história. A Sabedoria coloca Deus no primeiro lugar e quem renuncia à Sabedoria, de consequência cai na idolatria, no adorar o falso deus que aprisiona o homem em si mesmo e assim todos os relacionamentos se tornam perversos: para com os outros, para consigo mesmo, para com as potências do mundo, para com as coisas materiais e para tudo aquilo que é inferior ao homem. O caminho de retorno a Deus por isto compreende também a pena que é só a consequência da perversão da ordem estabelecida por Deus. A própria natureza é testemunha contra o homem que esquece o seu Criador.

A economia de Deus: a sua é potência de amor.

Do cap 11, v. 15 ao cap. 12, v. 2.: Existe um eixo central de toda esta composição que podemos logo ressaltar; v. 20: “Mas tudo dispuseste com medida, número e peso”. Existe uma medida na economia divina e precisa que aprendamos a darmos conta, a decifrá-la porque se tratará depois de valorizá-la oportunamente, sempre e por toda a parte.

vv. 15-16: Por causa dos raciocínios insensatos da injustiça deles, erraram e adoraram répteis privados de razão e animais desprezíveis. Como castigo, enviaste a eles multidões de animais irracionais, para aprenderem que cada um é castigado através daquilo mesmo com que peca.

vv. 17-20: Existe uma medida no agir de Deus e existe uma moderação na sua mão, na sua boca e no modo de manifestar aquele poder que lhe compete.

v. 21. 12,1.: O poder de Deus – que é ilimitado, infinito, absoluto – é moderado por amor pelas suas criaturas; se exprime como vontade de salvação para aquelas criaturas a qual Deus não rejeita, nem rejeitará nunca, o seu amor total, gratuito, apaixonado, porque ele tem compaixão, não olha o pecado, só ama. Tudo aquilo que existe no mundo não somente é querido por Deus por um motivo de amor, mas é “poupado” pelo mesmo motivo, o amor.

V. 2 do cap. 12: A pena pelo pecado é medida por Deus em função da sua vontade de corrigir, de chamar a atenção, de salvar. Todas as penas que afligem a humanidade estão dentro desta economia de misericórdia pela qual o poder de Deus abre caminhos de conversão para a vida para todos os homens pecadores.

Ler: Sabedoria, cap. 12,3-27.

Deusé indulgente comtudo porqueé onipotente.  

Acrescenta-se um terceiro poema que tem uma maneira de andar ainda mais contemplativa do quanto pudemos constatar lendo os outros dois. O nosso mestre se interroga: “Quem é como tu, Senhor?”. Se as coisas estão assim “quem és tu?”.

vv 9-11: Existe uma gradação que é determinada pela constante fidelidade do amor de Deus: Ele abre caminhos de conversão, caminhos de arrependimento. E a dor sofrida por causa das vespas ou coisas semelhantes, é uma dor redentora, terapêutica, medicinal; é a dor que tira o veneno acumulado no coração.Não era por medo de ninguém que tu não castigaste a culpa deles.

Mesmo no meio daidolatria humana Deus nos educa e si revela.

Vv. 19-21: Tudo aquilo que diz respeito a Sabedoria de Deus demonstra que a Sua é uma intenção pedagógica. Nos educa noser filhos, no pertencer a Ele, nocompartilhar daquilo que é Seu através da presença dos cananeus e através da revelação de como Ele é misericordioso nos seus relacionamentos.

Do v. 22 ao v. 27: A conclusão do poema. Assim, para nos educar, tu castigas os nossos inimigos com moderação, para que nós quando julgarmos, lembremos sempre a tua bondade; e, quando formos julgados, contemos sempre com a tua misericórdia.

Tomando-nos conta de como Deus é misericordioso para os inimigos, também nós possamos aspirar à misericórdia, desde o momento que também nós na nossa injustiça seremos julgados.

Gradualmente emerge o drama da idolatria, não mais nas formas infantis da devoção às estúpidas ignorâncias, mas na dureza do coração humano que pretende reivindicar um valor absoluto por iniciativa humana: é a idolatria como culto de si mesmo. Assim os homens se destroem porque naquele seu pecado, naquele seu modo de idolatrar a si mesmo e a própria iniciativa humana existe também o seu castigo.

Ler: Sabedoria, cap. 13-15

A idolatria: um horizonte de imbecilidade e infelicidade.

Nos capítulos 13,14 e 15.: O mestre caracteriza três modalidades fundamentais de idolatria. Na realidade é a segunda deste tema que será, sobretudo, colocado em evidência.

- Primeira modalidade: a divinização da força da natureza: são os primeiros nove versículos no cap. 13.

- Segunda modalidade: a divinização dos produtos da atividade humana, um desenvolvimento amplíssimo que vai do v. 10 do cap. 13 ao v. 17 do cap. 15.

- Terceira modalidade: a divinização dos animais; esta terceira tipologia se condensa só nos versículos 18-19 do cap. 15.

Insensatos, porque são incapazes de ver o autor da beleza.

Cap. 13, vv. 1-9.:Podemos subdividir o texto em três estrofes;

A primeira estrofe, vv. 1 e 2, depois de 3 a 5, em seguida os outros versículos.

Primeira estrofe:São naturalmente insensatos todos os homens que ignoram a Deus e que, através dos bens visíveis, não chegam a reconhecer Aquele que existe. Consideram as obras, mas não reconhecem o seu Artífice. E acabam considerando-se, como deuses e governadores do mundo, o fogo, ou o vento, ou a brisa fugaz, ou o firmamento estrelado, ou a água impetuosa, ou ainda os luzeiros do céu.

Segunda estrofe:Se fascinados com a beleza dessas coisas, a ponto de tomá-las como deuses, reconheçam o quanto está acima delas o Senhor, pois foi o autor da beleza quem as criou. Se ficam maravilhados com o poder e atividade dessas coisas, pensem então quanto mais poderoso é Aquele que as formou. Sim porque a grandeza e a beleza das criaturas fazem, por comparação, contemplar o Autor delas.

Terceira estrofe:Esses, porém, merecem repreensão menor, porque talvez se tenham extraviado procurando a Deus e querendo encontrá-lo. Vivendo no meio das obras dele, procuram pesquisá-las, e a aparência delas os fascina, tanta é a beleza do que se vê. Contudo, mesmo esses não têm desculpa, porque, se foram capazes de conhecer tanto, a ponto de pesquisar o universo, como não encontraram mais depressa o Senhor do universo?

A imbecilidade dos homens está nesta incapacidade demonstrada a passar das criaturas ao Criador; os homens passaram a considerar o fogo, o vento, o ar, o movimento das estrelas, a água que corre impetuosa, o sol, a lua como deuses, quem regem o mundo. Esta primeira modalidade no qual se expressa a idolatria dos homens é uma forma de ignorância, menos culpável a respeito das outras formas de idolatria, porque representa seja como for uma busca de Deus, também idolatrado nas criaturas dotadas de qualidades maravilhosas porque eles talvez se tenham extraviado procurando a Deus e querendo encontrá-lo. Vivendo no meio das obras dele, procuram pesquisá-las, e a aparência delas os fascina, tanta é a beleza do que se vê. Contudo, mesmo esses não têm desculpa, porque, se foram capazes de conhecer tanto, a ponto de pesquisar o universo, como não encontraram mais depressa o Senhor do universo?

Infelizes, porque adoradores de objetos humanos.

Segunda tipologia que vai do cap. 13, v. 10 até ao cap. 15, v. 17:Compreende seis momentos de reflexões:

Primeira reflexão: do v. 1 do cap. 13 ao v. 11 do. cap. 14: Dá uma descrição resumida daquilo que é o culto dos ídolos, entendidos não mais como forças da natureza, mas como objetos fabricados. O ídolo não é representado pelo trabalho humano, mas pelo desprezo do trabalho que constringe a dedicar-se ao supérfluo.

Cap. 14, 5-6: Neste contexto o trabalho do homem se insere, em continuidade com a iniciativa do Criador, em adesão à grandeza e originalidade dos Seus desígnios.

A coisificação das pessoas e o culto do inexistente.

Segunda reflexão, do v. 12 ao v. 21: Depois esta página de caráter descritivo quer ajudar-nos a encontrar a origem da idolatria, a invenção dos ídolos; v. 12:A invenção dos ídolos foi o início da prostituição a sua descoberta levou a corrupção na vida;v. 13: Eles não existiam no princípio, e não existirão para sempre: a idolatria está para a prostituição; a prostituição é a vaidade de uma relação interpessoal originariamente saída da qual a pessoa humana é reduzida a coisa.

A consequência da idolatria: o outro é inimigo.

Terceira reflexão, do v. 22 ao v. 27.: São colocados em evidência, as consequências da idolatria; v. 22: Não bastou a esses homens errar no conhecimento de Deus. Eles vivem também na grande guerra da ignorância, e dão ainda a esses males o nome de paz.A idolatria também vivendo em uma situação de guerra que traz em si grande mal, dá a tudo isto o nome de paz; v. 23: Celebrando iniciações onde matam crianças ou realizam mistérios ocultos:negando a presença do outro e reduzindo a pessoa a coisa, se destrói todo valor na sociedade humana criando desordem e confusão, procedendo cruelmente para o desastre.

Mas o homem pertence a Deus.

Sab 15 vv1-3.: Quarta reflexão,

Esta história feita pelos homens, portanto história idolátrica, na qual estão todas as consequências trágicas da idolatria, é apesar de tudo, história redentora, porque o Senhor entrecortou e cruzou, tornando-a instrumento da sua obra de salvação.

Os amantes do mal

Sap 15, 6.: Quinta reflexão:Amantes do mal e dignos desemelhantes esperanças são aqueles que fazem, desejam e veneram os ídolos:extrema consequência da idolatria é o amor pelo mal, experimentado não somente como consequência inevitável pelas próprias escolhas, mas mal como verdadeiro conteúdo essencial do próprio ser e único objetivo procurado.

O máximo da estupidez: escolher a morte em vez da vida

Sexta e última reflexão, vv. 14-17: O máximo da estupidez é a idolatria, considerada como o único modo possível de existir. No fim das contas esta divinização das coisas, é o máximo da estupidez, é uma escolha de morte, se torna critério único, absoluto e definitivo em base ao qual se interpreta tudo.

Vincenza

Minhas irmãs caríssimas, a luz de Deus resplandece na nossa alma e sobre toda a humanidade. Quantos problemas humanos, quantos problemas terrenos que fazem vir uma grande sede da fonte da vida e lançam dentro da nossa alma e da humanidade, para que se libertem do orgulho, do egoísmo... Quantos sofrimentos do espírito, quantas dores de almas aprisionadas nas trevas. Deus dá à nossa natureza as suas virtudes humanas: prudência, justiça, fortaleza, temperança, fundamento para a vida humana, fundamento do viver humano. Mas o orgulho do nosso espírito o obscurece, as enfraquece e o egoísmo continua a sua ruína. Assim as nossas virtudes humanas não têm mais vitalidade perfeita e a alma se debate entre o bem que queria e o mal que opera. Em todo espírito humano vacila a perfeição humana em uma contínua discórdia sem a suave paz de Deus. E o homem não entende, ou dificilmente dá atenção, a sua impotência de alcançar a perfeição humana. Castigo do seu orgulho. Não pede nada a Deus. Crê que sozinho pode ser justo, prudente, forte, sóbrio. Grande ilusão! Ele diz que precisa andar pelo caminho da justiça e de todas as outras belas qualidades e virtudes humanas. Propõe de andarmos e não se apercebe que lhe falta o poder porque confia tudo em si mesmo e, no entanto, a alma vacila, sempre em perigo de ruína. Isto acontece nas próprias almas e na sociedade. Só Deus pode vir em socorro. Só Deus pode dar valor e aperfeiçoar, com a sua graça, as nossas virtudes humanas. É a Ele que precisa humildemente pedir luz e graça, para que as virtudes se reforcem e as obras revelem o relacionamento filial entre o homem e Deus, para que deste modo a vida seja verdadeiramente caridade fraterna (CdA II, 54-55).

[FF 48]

E estamos firmemente convictos de que não pertencem a nós a não ser os vícios e os pecados. E antes regozijar-se quando somos expostos a diversas provas, e quando suportamos sejam quais forem as angústias ou aflições de alma ou de corpo neste mundo em vista da vida eterna. Portanto, todos nós frades tenhamos cuidado de toda soberba e vã glória; e defendamo-nos da sabedoria deste mundo e da prudência da carne. O espírito da carne, de fato, quer e se preocupa muito de possuir palavras, mas pouco realiza, e não busca a religiosidade e a santidade interior do espírito, mas quer e deseja ter uma religiosidade e uma santidade exterior que se iguala aos homens. É destes que o Senhor diz: “Em verdade vos digo, já receberam a sua recompensa”. O espírito do Senhor ao contrário quer que a carne seja mortificada e desprezada, vil e abjeta, e busque a humildade e a paciência e a pura e simples e verdadeira paz do espírito; e sempre deseje, sobretudo, o divino temor e a divina sabedoria e o divino amor do Pai e do Filho e do Espírito Santo.



Para refletir:

-Advirto em mim a pena da ansiedade quando coloco no lugar de Deus os bens deste mundo?

-Quero ver os frutos exteriores ou me alegro pelos frutos do Espírito?

-Estou em grau de agradecer aoSenhor também pelo mal que me aflige?

-Eu sempre vejo a pedagogia de Deus também nas difíceis situações pesadas de prova?

8º tema. A história entrelaçada dos justos e dos ímpios. Ler: Sabedoria. cap. 16,1-29


O nosso autor dá um passo avante no quadro da tradição sapiencial: a sabedoria não é só a capacidade humana de buscar criticamente o sentido da realidade à luz da própria experiência, mas é antes de tudo o revelar-se de Deus, o sinal da sua presença dentro da alma humana. A sabedoria de um lado é intimamente ligada a Deus, tanto a formar como uma única coisa com ele, ainda mais está presente na criação e na história do homem e a ele é oferecida, contanto que a queira acolher. Em síntese, a sabedoria é mediadora entre Deus e os homens: Deus é transcendente e separado do mundo; através da sabedoria ele se faz presente no mundo e no próprio coração do homem. A sabedoria é o ponto no qual a busca do homem se cruza com o dom de Deus e opera para que Deus se faça presente no mundo e no coração dos homens e para que o mistério de Deus se revele de modo tal a construir no interior,  percursos de salvação, percursos de retorno à plenitude da vida.

Neste capítulo de Sabedoria, o mestre evidencia algumas chamadas. Na história humana tudo isto que testemunha uma escolha de morte (a traição, a destruição da vida, um desastre que assinala um impulso para a morte) leva consigo consequências que são dotadas de uma íntima fecundidade de redenção, pelos quais os dados que servem para ilustrar o falecimento são, no momento oportuno, também a ocasião própria para constatar como se abrem caminhos de retorno à origem da vida. O capítulo nasce de uma meditação sobre um texto bíblico já existente, o Êxodo, que o sábio considera palavra viva de Deus e base de referência a repropor aos seus contemporâneos procurando traduzir a mensagem bíblica e tornando-a acessível a judeus educados num contexto de raiz grega. Para obter esta finalidade o autor usa a comparação entre duas figuras exemplares, complementares e antagonistas: os hebreus e os egípcios; em particular, faz dos israelitas do tempo do Êxodo o modelo daqueles israelitas fiéis à lei (os justos) já apresentados na primeira parte do livro (Sab. 1-6) e, ao contrário, dos egípcios o modelo daqueles “ímpios”, ou seja, o modelo daqueles judeus apóstatas descritos por exemploem Sab. 2 e 5. Na luta entre judeus e ímpios lembra que alguns escolhem uma vida de sucesso, mas é na realidade uma morte real, enquanto os justos parecem sofrer uma morte e na verdade são visitados por Deus porque a sabedoria age no mundo desde o início e, se a recebe, tudo transforma e habilita para o viver do homem. Contemplar como a sabedoria é revelação para os israelitas e para os egípcios é importante, porque como se é revelada então, a sabedoria se revela seja aos judeus de Alexandria seja a todos os povos e criaturas, portanto também a nós.

Experimentemos então a identificarmos com os protagonistas, e será importante, para que nós, aqui, revivamos o mistério da salvação. Ao identificarmo-nos, temos uma chave de leitura da vida – que pode se tornar uma maldição ou um canto –e das coisas que nos acontecem, que se podem ler como graça e benção, ou se tornar modo para endurecer-se; isto que para alguns é experiência negativa, obstinar-se e faz resistir inutilmente até a morte, para outros se torna prova e lição para aperceber-se que Deus vem ao encontro das nossas necessidades, sacia a nossa fome, é providência e não abandona, o trabalho de viver diz respeito a todos; a vida tem tantas lapidações, tantas vicissitudes e neste sentido é uma grande palestra, mas quem segue a sabedoria se descobre que não está só e que o Senhor é bom com todos, paciente e amante da vida. Esta dúplice leitura da vida é evidenciada pelas oposições, ou paralelismos, propostos pelo autor, que nos recordam que pode ser assim também para nós.

Rãs e codornizes: gosto e desgosto.

Vv 1-4. Comparando a praga das rãs que apodrecem e tiram o apetite, ao episódio das codornizes, o autor quer demonstrar que tanto os israelitas como os egípcios viveram a penúria, mas enquanto para os egípcios aumenta o desgosto e a perda de apetite por causa dos animais que adoravam, Israel descobre as codornizes, um alimento de gosto saboroso:é o gosto do “dom”, sinal com o qual o Senhor encontra a necessidade e protege a vida. O mesmo sinal permite aos egípcios entender que existe um outro modo de viver a necessidade, o de receber a praga como lição para reconhecer que Deus é o Senhor. Endurecer-se deixa a necessidade sem solução.

Gafanhotos e serpente: uma dor terapêutica.

Nosvv 5-14 sãoconfrontadas duas picadas: a dos gafanhotos que picam e espalham doenças entre os egípcios e referindo-se à experiência de Israel no deserto (num. 21,4-29), a picada das serpentes venenosas causa morte entre os israelitas que se rebelaram a Moisés. A picada do gafanhoto se torna fatal para os egípcios, enquanto para Israel, que pela primeira vez reconhece o seu pecado, a picada da serpente se torna “picada interior”, terapêutica, permite o sofrimento para corrigir o sentimento do coração, e se tornar sinal de salvação em lembrança da lei recebida e da obediência à palavra. A picada não introduziu o veneno, mas se tornou terapia através da dor pelo pecado cometido. Os israelitas picados pelas serpentes seguravam quando olhavam a serpente de bronze colocada sobre uma haste por Moisés por ordem de Deus. Também nós vemos sobre a cruz o nosso mal vencido: o Crucifixo é o dom de Deus rejeitado, o maior mal que pôde fazer a história humana, mas aquele mal é assumido pelo homem que o leva e, levando-o, o desvaloriza, o vence, o perdoa. Devemos olhá-la para entender que a salvação não é “uma coisa”, mas a salvação é Ele, é estar diante do seu rosto, é receber o seu abraço, é sentir o seu perdão, é confiar-se n’Ele para ver-se erguido, para viver de um modo novo, aquele modo de olhar a realidade típica de quem se reconhece pecador, mas salvo, filho de Deus, amado e perdoado; olhá-lo, ainda, para imaginá-lo salvador de todos, também daqueles que, como os egípcios, se entreguem à morte, podendo fazer experiência de conversão e salvação. Através das picadas o Senhor sempre alcança os nossos limites, pecados e ai de mim porque a sua palavra se torna viva em nós; quer encontrar-nos, abrirmos à admiração por um amor sem medida e sempre novo; nos abraça na sua misericórdia que salva e cura porque o seu amor é mais forte do que a morte.

Senhor, eu não consigo colocar-te nos meus esquemas, mas olho a tua cruz. Desta cruz que parecia o fim, nasce a esperança. Então, Senhor, eu creio que tu és capaz de fazer germinar a esperança em mim, de fazer-me viver esta dor como cruz e esta mesma dor se tornará esperança(Dom G. Moioli).

Granizo e maná: aspereza e doçura

Vv 15-29. O que sai da mão de Deus é obra do céu? Duas coisas: a água que queima ou o maná. Parece que saltam todas as leis da natureza: a água é elemento benéfico e a chuva para Israel é o tempo belo, mas esta água queima, devasta! Se respeitamos a criação ela nos acompanha. Se a arruinamos,se desencadeia e se “revolta”, “revide”, “dá o troco”, porque através da criação Deus guia os homens. Deus eterno é o Senhor, que criou os confins da terra. Ele não se afadiga nem se cansa, a sua inteligência é insondável. Ele dá força ao cansado e multiplica o vigor do enfraquecido (Is 40, 28-29).

E enquanto os egípcios são atingidos com aspereza pelo granizo, para os filhos de Israel a mão de Deus faz descer o maná, doce e suave, capaz de satisfazer toda delícia e todo gosto. Por quarenta anos, descia pontualmente todas as manhãs, era proporcionada ao desejo de cada um, não se derretia para que todos tivessem juntos a sua ração, era distribuída de modo que ninguém pensasse ter ficado com a sobra do outro e entendiam que era obra do amor de Deus. Por isto se tornou símbolo eucarístico, porque não existe desejo de vida que seja insatisfeito do encontro com o Senhor, porque o amor conhece todo o nosso gosto e todo nosso desejo, toda nossa expectativa e todo nosso pedido e, educando-nos nos alcança na necessidade, mas, sobretudo,nos forma a um estilo de pobreza, simplicidade, contemplação, perseverança, paciência. Uma oração hebraica agradecendo no fim da refeição: Porque comemos isto que é seu. O maná é mais do que isto, é cheio do seu sabor.

Talvez também na nossa história podemos reconhecer ações de Deus que parecem ter modulado as energias da natureza para que aprendêssemos a nos reconhecer objeto do seu amor e aprendêssemos a agradecer, que existe uma palavra, um maná para nós; a nossa consciência é responsável pela ação da sabedoria na nossa vida e no mundo em torno a nós, porque a alguns amaldiçoará e outros abençoarão o mesmo céu e a mesma mão, mas a sabedoria tem as suas lições: se é assim para ímpios e justos pode ser assim também para nós. Devemos aprender a olhar o mundo e a nos relacionarmos com ele, abrindo-nos à oração que nos consente ver e ler as coisas como uma benção mais do que maldição, entenderemos que os frutos da terra, tão preciosos, saciam e fazem viver porque são dom de Deus e reconheceremos, contido neles, o amor de Deus que os acompanha.

O espírito da sabedoria é “amigo do homem” e a própria sabedoria é prelúdio do dom do Espírito Santo e encarnação da palavra de Deus em Jesus.

Vincenza

Por toda a gota de cansaço, por toda a lágrima de dor, por toda lágrima de sangue do coração, por todo o aniquilamento do eu ele dá o cêntuplo de si. E assim acontece a união (CdA 74).

Para refletir

O Deus apresentado a nós no livro não pode ser senão o “Deus dos antepassados e o Senhor de misericórdia”. É mesmo verdade que conserva os caráteres de severidade e de julgamento, mas é igualmente evidente que o autor se esforça para descobrir como o verdadeiro rosto de Deus seja um rosto de amor: conseguimos viver o essencial escutando as pessoas, é isto que nos acontece, reconhecendo nelas a Deus que fala?

«Quem tem Deus, nada lhe falta»: diante das dificuldades, limitações ou situações na qual não podemos livrar-nos permanece em nós esta fé? A paz do coração resiste?

9º tema: A Sabedoria distingue trevas e luz, morte e vida.


Ler: Sabedoria, cap. 17-19

Nos capítulos 17,18 e 19 do livro da Sabedoria continua a descrição dos paralelismos, os sinais que querem ajudar o povo de Deus a abrir “os olhos” para ver o agir de Deus no passado e viver da mesma fé no presente.

Trevas e luz: Prisioneiros das trevas.

Cap. 17, vv. 1-10: vem mostrada a nona praga, aquela das trevas, no seu dúplice efeito, apresenta-se: as trevas externas, à noite (até o versículo 5) do v. 6 ao v. 10 as trevas internas, o medo. Os teus julgamentos são grandes e difíceis de compreender, por isto as almas sem instrução se extraviaram. Os injustos imaginando que podiam oprimir uma nação santa, ficaram presos pelas trevas prisioneiros de uma longa noite, fechados em suas casas e excluídos da providência eterna. Pensavam ficar ocultos com seus pecados secretos, debaixo do véu sombrio do esquecimento. Mas foram dispersos, mergulhados em horrível medo e aterrorizados por alucinações. Pois nem o esconderijo em que se abrigavam os preservou do medo: ao redor deles, ribombavam ruídos assustadores e lhes apareciam fantasmas tétricos de rostos sinistros.Aqueles que se julgavam patrões, na realidade são prisioneiros da noite porque as trevas lhes aprisionam nas suas casas onde se mantém protegidos e ao contrário são mesmos atingidos de assaltos, até no íntimo da sua vida, pelas imaginações mais obsessivas. Aparecia-lhes apenas uma chama de fogo, que se acendia, por si mesma, espalhando terror. Quando essa visão desaparecia da frente deles, ficavam aterrorizados e julgavam ainda pior o que tinham acabado de ver. Os artifícios da magia fracassaram completamente, e seu alarde de ciência ficou vergonhosamente confundido. De fato, aqueles que prometiam expulsar das almas enfermas os terrores e inquietações, caíam eles próprios vítimas de pânico ridículo.O v. 6 concentra a atenção mesmo sobre estas trevas interiores: a prevista possessão dos próprios sentimentos a obra de algumas magias cai numa patologia que é sempre mais angustiante e ridícula.

Como sair do insuportável medo: abrir-se ao Mistério.

Do v. 11 ao v. 14 se abre um pequeno desvio a cerca do medo: O medo é apenas a falta do socorro que vem da reflexão: quanto menos reflexão interior tivermos, mais alarmante parecerá ser a causa oculta do tormento. Durante aquela noite de fato impotente, saída das profundezas do impotente reino dos mortos, e todos entregues ao mesmo sono, eles eram, ora perseguidos por fantasmas monstruosos, ora ficavam paralisados pelo abatimento da alma, invadidos pelo terror inesperado e repentino que caía sobre eles:o medo é coligado com a irracionalidade em toda a sua evidência, donde vem rejeitada a linguagem do Mistério. Todas as realidades deste mundo são advertidas, ouvidas, rápidas como existências carcerárias. É insuportável a condição humana como sendo o contexto de ordem física, psíquica ou social na qual nos encontramos a viver. O mundo inteiro, iluminado por luz radiante, se entregava aos seus trabalhos. Somente sobre eles se estendia a noite profunda, imagem das trevas que os deviam receber. Contudo, eles mesmos eram para si próprios mais pesados do que as trevas: existe luz no resto do mundo, mas para os egípcios a noite é profunda e insuportável: quem se encontra nas trevas adverte que em torno ao circuito obscuro no qual se foi apanhado, existe luz, mas inatingível.

Luz para os justos.

Cap. 18, vv. 1-4. Para os teus santos, porém, havia plena luz. Os outros, que lhes ouviam as vozes, mas não lhes viam a figura, os felicitavam por não estarem sofrendo. Também lhes agradeciam por não lhes terem feito mal, apesar de maltratados, e lhes pediam por favor que fossem embora: a perspectiva se inverte: enquanto os egípcios estão nas trevas, os hebreus estão na luz e compreendendo o drama dos egípcios, têm piedade. Os egípcios intuem a situação de máxima fraqueza na qual se encontram pelo qual poderiam serem agredidos, enquanto o contrário não é assim. Em vez de trevas, deste aos teus uma coluna de fogo, para guiá-los no caminho desconhecido, como sol inofensivo que iluminava sua gloriosa migração. Os outros mereciam ficar sem luz e aprisionados pelas trevas, porque haviam aprisionado os teus filhos, que iriam transmitir ao mundo a luz incorruptível da tua Lei.Treva e luz: os egípcios nas trevas se dão conta da luz, e os hebreus na luz estão em grau de compreender o que quer dizer ser prisioneiros; eles que eram escravos. Os hebreus na luz estão em grau de transmitir aos egípcios uma mensagem de compaixão.

Morte, vida e libertação: pré-anúnciopascal: noite de morte e de nascimento.

Vv. 5-19. Chega-se agora ao último grande quadro que o nosso mestre lembra com muitas partes sublinhadas. Se trata da última praga: a praga dos primogênitos. Da noite, no sentido das trevas que invadem sobre o território do Egito e que se infiltram nos refúgios mais secretos da alma humana, a noite dos primogênitos: é a noite de Páscoa.Porque eles decidiram matar os filhos dos santos, e um só menino, abandonado, se salvou. Como castigo, eliminaste os filhos deles em massa, e os fizeste morrer todos nas águas impetuosas:neste versículo se sobressaem duas imagens, se passa da noite dos filhos primogênitos à travessia do mar, quando as ondas arrastam o exército do faraó.Aquela noite já fora anunciada aos nossos antepassados, para que tivessem ânimo, sabendo com certeza em que promessas haviam acreditado. Teu povo esperava a salvação dos justos e a ruína dos inimigos. E, de fato, enquanto punias os adversários, tu nos cobrias de glória, chamando-nos para ti. Os filhos santos dos justos ofereciam sacrifícios às escondidas e, de comum acordo, estabeleceram esta lei divina: os santos participariam solidariamente dos mesmos bens e perigos. E fariam isso entoando os cânticos dos antepassados.Èanoite de Páscoa, a noite no curso da qual os filhos, que são os hebreus que habitavam no Egito, oficialmente ainda escravos, manifestam já serem libertos cantando o louvor do Senhor, as suas casas são assinaladas pelo sangue do Cordeiro.Faziam eco o grito confuso dos inimigos e ressoavam as lamentações dos que choravam seus filhos. Embora desacreditassem de tudo por causa de sua magia, quando seus primogênitos morreram eles reconheceram que aquele povo era filho de Deus:os egípcios, sempre naquela noite, são conduzidos à experiência suprema da dor e da derrota com a morte dos seus primogênitos. Enquanto um silêncio profundo envolvia todas as coisas e a noite estava pela metade, a tua palavra todo-poderosa veio do alto do céu, do teu trono real, como guerreiro implacável, e se atirou sobre uma terra condenada ao extermínio. Ela trazia, como espada afiada, a tua ordem sem apelação. Parou e encheu tudo de morte; tocava o céu e caminhava sobre a terra:é a noite na qual nasce o Filho primogênito de Deus; não é a noite da morte, é a noite do nascimento. Lembra a nós uma cena extremamente macabra, mas esta é a cena da história humana; tudo é em obediência à palavra do Senhor que realiza de dentro desta aventura dramática, uma obra de libertação que abre o caminho de retorno para a vida.

A intercessão de um justo.

Vv. 20-25. Também os justos foram atingidos pela provação da morte, e no deserto foi abatido um grupo numeroso(Nm17); mas a ira não durou muito tempo, porque um homem irrepreensível (Aarão) apressou-se em defendê-los; manejando as armas do seu ministério sacerdotal, a oração e o incenso pelos pecados; ele enfrentou a ira divina e deu fim à desgraça, mostrando que era teu servo. Ele venceu com a palavra que aplacou aquele que castigava, recordando-lhe as promessas e as alianças feitas com os antepassados. Os mortos tinham caído aos montes, uns sobre os outros. Ele, porém, colocou-se no meio deles, deteve a ira e cortou o caminho dela para que não atingisse os sobreviventes. Assim como os hebreus foram salvos do exterminador pelo sangue do Cordeiro que marcava as suas casas, agora no deserto a intercessão de Aarão aplaca a ira do Senhor e dá fim ao extermínio dos israelitas.

Esquecimento e memória.

Cap. 19. Recordar os acontecimentos já passados pela nossa vida é um modo para advertir que a relação com o Vivente está presente, vivíssima e ainda acompanha e acompanhará a nossa aventura humana; as oposições nos fizeram repercorrer a história do Êxodo e demonstrado que se pode ter resistência ou abertura do coração, se pode ser justos ou ímpiossegundo de como nos posicionamos a respeito à visita do Senhor. Este capítulo celebra o louvor do Senhor: não se fala com Deus na terceira pessoa, mas é um face a face diante dele, para recordarmos que, em qualquer lugar nos encontramos, sempre, estamos na sua presença. Recapitula toda a história santa, porque recorda a passagem do mar; o Êxodo representa os altos e baixos da vida de cada homem que está na existência, dentro de uma viagem que se torna uma saída e uma entrada e a nossa vida é rumo à irmã morte, êxodo final para uma criação renovada, onde o maná se tornará o alimento de incorruptibilidade e da imortalidade, do qual a Eucaristia é sinal sacramental em Jesus, pelo qual entramos na plenitude da vida. Este livro nos levou a remetermos em sintonia com uma história distante para dar gosto, sentido, direção e esperança a aquela história muito próxima que somos nós.

I vv 1-5 mostram a inflexibilidade de Deus em perseguir o seu projeto de salvação; diante deste amor, a resistência é resistência de morte, «morte singular»para os egípcios que apesar da praga dos primogênitos, se esquecem de ter pedido perdão aos Israelitas, de tê-los feito partir e os perseguem. Esquecer as coisas passadas permite o mal e, sem que se dê conta, faz tomar extremas decisões erradas, assim enquanto os egípcios são submersos, os israelitas passam o mar, para eles se abre uma planície larga, rica de ervas e árvores frutíferas e se tomam conta da ajuda do Senhor.

Nos vv 6-12 existe uma releitura de Gênesis que fala da criação. É uma recordação do passado com um olhar no futuro: o Senhor cede a criação ao seu desígnio, então, para tornar belo o caos do mundo, para chegar a uma criação renovada e transfigurada. Todos os dias o Senhor nos atinge com a beleza divina e com a força da vida e, através da criação e as vicissitudes que nos acontece, nos liberta.

I vv 13-17 nos leva a uma reflexão: como os egípcios nunca reconheceram a visita do Senhor e mais uma vez se endureceram? Porque odeiam os estrangeiros, os hebreus, que adoram um Deus que acolhe todos. Israel segundo o coração de Deus, é intercessão para o mundo, pensa à criação, não deveria jamais haver ódio pelo estrangeiro porque ninguém é estrangeiro para o Senhor e o espírito incorruptível de Deus está em cada criatura, em nós assim como no último refugiado que bate à porta. Segundo o autor, a incapacidade dos egípcios para acolher os estrangeiros, que antes tinham beneficiado e que tinham sido uma providência para o Egito, os queriam oprimir com trabalhos pesados e reduzí-los como animais, é pecado mais grave do que o de Sodoma. O efeito deste pecado é a morte de quem odeia: torna os egípcios cegos à vista de Deus e para a salvação que está operando; não vêm a criação que se transforma e nela a presença do Senhor. Em tudo isto, ao contrário, os justos vêm bem, com os olhos de quem se apercebe que o Senhor acompanha e acompanhará. São passados através de todas as forças da natureza (fogo, água, animais...), o saíram não por seus méritos, mas porque em todos os modos Deus torna glorioso o seu povo que assiste em todos os lugares e momentos.

Deus faz saltar as leis da natureza para fazermos graça, para que continuemos a celebrar a beleza do seu amor misericordioso, para que guardemos a criação sentido-nos hóspedesdo mundo, sentindo que o Senhor tem os olhos sobre nós para levar-nos a ele, para que advertimos a sua graça no nosso coração, na mente, na consciência, nos nossos afetos, nos pensamentos, nas relações. Para celebrar os louvores da Sabedoria.

Vincenza

Senhor Jesus, suscita santos. És tu que salvas as almas, que as inundas de luz divina, que vivificas à vida divina. Também a nós concedes o desejo de ser instrumentos da tua luz, da tua caridade divina no mundo, nas almas. Tu fazes os gênios, os cientistas que descobrem, que revelam aos homens as sábias leis da natureza, que descobrem e revelam a vida que ferve no universo que, tu Sabedoria, e Bondade, criastes para o homem. Imerges as almas no teu preciosíssimo sangue, atrai-as ao teu coração, sobre a tua cruz: cruz de amor que comprova o amor por ti e faz os santos. Meu Deus, Trindade adorada, com a tua atividade divina mandas o fogo nas almas, o fogo que queima, que purifica, que vivifica, e eles no crisol da tua caridade são transformadas em ti. Tu o queres, tu dás às nossas almas a vontade ardorosa, no deserto ardente. Vem, Senhor: une a ti as nossas almas. Enquanto estamos no mundo faz que vivamos no teu coração, no silêncio divino da tua palavra em nós, no silêncio da tua caridade que nos faz contigo uma só vida divina; na oração tu nos tolhes a nós e ao mundo. Comprova a nossa fraqueza, tornas firme a nossa vontade. Infundes no nosso coração a força suave do teu divino amor.(março 1965, CdA II, 43-44).

O exemplo de São Francisco:

Saudação às virtudes (FF 256-258). Enquanto as outras virtudes são as senhoras, a Sabedoria é a rainha, porque com ela teremos também as outras.



Para refletir.

 - Hoje estamos sob os poderes do mundo que buscam sensacionalismo para suscitar as paixões no homem e para depois dominá-lo. Desta forma, tantos acontecimentos naturais se tornam ainda mais trágicos. Somos também nós atacados pela ânsia porque pensamos que devemos dominar a história e mudá-la com as nossas forças?



- Acreditamos ainda na providência eterna? Pensamos que a sabedoria deste mundo e a coleção das informações sobre tudo isto que acontece é o nosso poder e a arma no combater o mal no mundo?



- O que é a base da nossa razão e do nosso juízo? É a sabedoria divina que nos ajuda a discernir a luz das trevas e nos faz caminhar na luz mesmo quando estamos nas trevas, ou nos confiamos no julgamento deste mundo, fechado em mim mesmo e tenho medo do futuro?



- Procuramos perdoar a quem nos oprime? Acreditamos que a noite da morte é também a noite do nascimento? Recordamos as obras de Deus na nossa vida, na Igreja, no Instituto, ou nos tornamos escravas do esquecimento que nos mantém ligadas nas trevas?

sábado, 7 de março de 2020

Retiro: 7 e 8 de março 2020 na Fraternidade Frei Ireneo Mazotti


2º  TEMA:  7 de Março 2020 e o  PROJETO DOS MALVADOS
Por que, Senhor estás longe? O capítulo 2 do Livro da Sabedoria é esplêndido do ponto de vista literário e de conteúdo, mas contém uma verdade débil e pobre, quase sempre desmentida pelos fatos que acontecem à nossa volta e que todos os dias os meios de comunicação nos propiciam. São fatos marcados por eventos de morte, de projetos de mortes impiedosamente pensadas e perversamente executadas. Como pensar em um Deus que é nosso Pai, que se ocupa conosco e com as coisas do mundo, diante daquilo que acontece e considerando como estão indo as coisas? Essas coisas têm, por exemplo, o rosto de quem desembarca todos os dias, clandestino, às nossas costas; os rostos de homens e mulheres desfigurados pelas guerras, os rostos das crianças violentadas, exploradas e mortas, os rostos das várias solidões... Vivemos abaixados neste mundo e estremecemos angustiados diante da escolha da morte, que domina a história humana, aquela de hoje e aquela de ontem. Escolha constituída pelo ímpio, contrastando a escolha da vida, representada pelo justo que nunca aprova o projeto dos ímpios. Mas como vão terminar as coisas? No confronto fechado entre os dois opostos, ímpios e justos, prevalece sempre a lei do mais forte, e prevalece através da opressão do justo. O Senhor examina os justos e os ímpios. O que e dizer diante de tudo isso? O autor responde com a lúcida convicção e a certeza de que Deus se faz presente na história precisamente através do justo, através do seu estilo de vida, da sua qualidade de vida e da sua fé que o faz perseverante até o fim. Mas como termina? Tudo parece terminar com a condenação e a morte do justo, enquanto os maus continuam impertinentes a perseguir os seus projetos.
Os Padres da Igreja veem nestes versículos nos quais o justo é descrito, uma profecia da paixão de Jesus. A partir dessa perspectiva, há apenas o constrangimento de ler impotente uma história de malvados que, com sua agressividade, invocam e  praticam todo o tipo de morte, morte que eles retém como amiga, com a qual concluem uma aliança porque são dignos de lhe pertencer, dignos de fazerem a escolha da morte, uma escolha que  faz descer às periferias da alma humana.
Lendo este texto, percebemos que o comportamento dos ímpios, o seu devaneio, não está fora de nós, mas também dentro de nós. Somos convidados a reconhecer que ímpios e justos, além de estar no mundo, ocupam a nossa consciência de crentes e o nosso coração. Quando não apreciamos a vida, quando sentimos a necessidade de "livrar-nos" do Senhor, de falhar nos projetos de vida abraçados com entusiasmo e depois abandonados porque decepcionados pelo Senhor, quando sentimos que podemos fazer sozinhos e melhor do que com o Senhor, significa que estamos avançando no caminho do ímpio e que o nosso coração tende a calar a voz interior do justo.  Este capítulo é de vibrante atualidade pela mensagem que contém: onde o egoísmo torna-se um valor absoluto se impõe como necessidade a opressão sobre os outros.
Quem são os malvados do qual se fala neste texto? Qual é o seu projeto de vida?  Quem é esse "justo" a quem eles oprimem porque os incomoda, tão incômodo ​​que se deve fazer calar, e uma vez por todas eliminado? Quais são os motivos que impele os malvados a persegui-lo?
Quando foram escritas estas páginas, eram considerados ímpios os discípulos de Epicuro, precursor da filosofia do prazer, segundo a qual o que importa são as emoções e as sensações, e nenhum prazer em si é mal. Os Saduceus eram considerados ímpios pois não acreditavam na ressurreição e na imortalidade para os quais, tudo se joga nesta vida. Segundo os estudiosos, vinham identificados como ímpios também aqueles judeus que haviam abandonado a sua fé porque atraídos pelos aspectos mais sedutores do mundo grego se tornaram apóstatas da Santa Lei.
Quem é, então, o justo? Segundo os autores, é toda pessoa que exprime o modo de viver do israelita fiel à Sabedoria e à Torá; o seu comportamento provoca intolerância, aborrecimento e ressentimento para com Deus, a quem o justo faz apelo. São, portanto colocados em confronto dois modos de conceber a existência.

NO CORAÇÃO DO ÍMPIO, FALA O PECADO
Monsenhor Ravasi nos sugere ler este texto distinguindo quatro figuras que habitam no nosso coração: No vv1-5, a primeira figura é aquela do "filósofo materialista". Às vezes mesmo em nós, podem tomar consistência, pensamentos ou raciocínios tristes, o que os Padres do Deserto chamavam de "loghismoi", pensamentos em conflito, em contradição, que impedem a fé, por exemplo, aqueles relativos ao nascimento e morte. O que sabemos da vida após a morte? Sabemos que após a morte desaparecem progressivamente nome e memória e será como se não tivéssemos existido. Se a vida é assim, como convém preencher o espaço do tempo intermediário entre o começo e o fim? 
A esse raciocínio responde a segunda voz do ímpio que nos habita, aquela do "filósofo hedonista" (vv 6-9). Por trás desses versículos existe a filosofia do "carpe diem”, (aproveitar o dia de hoje), o projeto de um egoísmo bem cultivado.  Não devemos, porém, demonizar imediatamente essa filosofia, como se tudo fosse negativo; pelo contrário, devemos valorizar as coisas belas criadas e apreciá-las, sem torná-las um prazer sem fim. A voz do filósofo hedonista deve ser considerada como um chamado a um lúcido discernimento sobre o instinto do prazer e do poder que nos habita e que se faz sentir em nós. Esses aspectos não são tabus e não devem ser reprimidos, como nos tem sempre ensinado, mas devem ser guiados racionalmente, sustentados por uma iluminada batalha espiritual. No v. 10 é evocada a conexão entre prazer e poder. A força e poder são colocados à disposição do prazer e do bem-estar, porém, permanecem excluídos os últimos: viúvas, pobres, velhos, figuras que evocam situações familiares, econômicas, existenciais, expressivas da condição de fraqueza desprezada pela filosofia dos poderosos. A terceira figura é a do "apóstata". Naquele tempo, se desencadeava contra os judeus de Alexandria os primeiros massacres e as primeiras perseguições. Diante do perigo, há quem trai a fé e prefira as teorias materialista e hedonista. O apóstata, procura apagar o testemunho dos irmãos que permaneceram fiéis. (vv. 12-20).
O Senhor vigia o caminho dos justos
Os versículos finais do cap.2 desmentem o projeto dos três personagens: - materialista, hedonista, apóstata. O seu raciocínio é cativante, mas falso. Nestes versículos, o justo surge como uma figura que é tudo, menos passiva ou resignada. Contrasta ativamente as ações dos ímpios, com a sua retidão moral, com um estilo de vida alternativo àquele por eles praticado. Se a entende com o Senhor; através dele, Deus se faz presente na história dos homens e das mulheres, porque o justo goza de um profundo relacionamento com o Senhor, feita de afetos, dedicação, desejo, esperança, profunda confiança. Tudo isso lhe dá uma força incrível que lhe permite sustentar a oposição, os insultos, as perseguições, as torturas, até a condenação à morte. O justo está envergonhado, incomodado, é um crente que não aceita sofrer em silêncio, mas resiste, opondo-se às ações de seus perseguidores, de modo a se tornar odioso para eles. O justo testemunha com a sua existência que fomos criados, para a vida eterna e para a imortalidade, para a vida e não para a morte. Somos convidados a aderir a esta mensagem, não apenas na teoria, mas deixando que a nossa existência seja nela envolvida. Não é uma passagem automática, deve ser invocada na oração porque nossos "loghismoi" são fortes e atraentes. Torna a Oração, um antídoto para pensamentos tristes. 
VINCENZA
Filhinhas minhas, espalhadas em todo o mundo, por vocês falo ao coração de todos os homens, na urgência da realidade divina de Jesus vivo no meio do mundo, que só pode vivificar em Deus, as realidades humanas. O coração do mundo, puro vê Jesus, Deus - homem. Ó homem, feito o coração do mundo puro: verá Deus. Verá a Verdade, a justiça, o amor, a vida. Verá que acima de tudo os bens humanos e terrenos são Ele, o Senhor, o Amor, que contém tudo e tudo lhe dá.  Doa o humano e o divino. Verá o valor da sua vida de homem feita para ser homem em Cristo Jesus (II CdA,  março de 1972).
Para Refletir:
·         Sentimo-nos desconfortáveis nos lugares onde somos chamadas a viver?
·          Como expressamos nosso desconforto?
·          Deixamos brilhar em nós, uma centelha de luz?

 

SEGUNDO DEGRAU - 8 de março

1.     LINHA TEMÁTICA: Chamado à fé cristã → Vem e segue-me. Mt 19,21.

2.     IDÉIAS MESTRAS
Deus marca e sela a minha vida pela gratuidade da fé;
Deus é providente: deu-me a fé como dom e como graça;
Por graça de Deus, sou marcada e selada na fé cristã desde a minha infância;
A força da fé foi crescendo através do batismo, da crisma, da eucaristia;
Sou membro participante de uma comunidade cristã, igreja católica;
Sou igreja, povo de Deus, com minha história pessoal;
A minha história de fé é uma herança recebida gratuitamente;
À medida que cresci na vida e na fé, fazia opções para a vida adulta;
Agora sou o que sou a partir das opões feitas na graça de Deus.

3. TEXTOS ILUMINATIVOS
1o. MOMENTO: Heb 11,1-40
Assim como a morte e ressurreição de Jesus constituem o alicerce da nossa fé, da mesma forma a fé em Cristo é um passo decisivo na vida do ser humano. A pessoa está empenhada num caminho que vai até o pleno encontro com o Senhor. Diante dos desafios concretos no dia-a-dia, a perseverança do cristão não é simples fidelidade ao passado, mas um impulso corajoso em direção ao futuro para Deus.
Revise as âncoras da sua fé, situando-as concretamente, destacando suas atitudes de fé no dia-a-dia;
Faça uma memória do seu batismo... crisma... eucaristia... percebendo seus frutos nas atitudes diárias;
A minha história como consagrada apresenta um crescimento na fé? Como? Onde? O que fiz a partir da fé; o que deixei, o que sou desafiada a deixar...
O que e como sou hoje, comprovam e confirmam que minhas opções foram e são pela graça de Deus ou por caprichos pessoais?
Classifique-as: ‘joio e trigo’
Opções em estado de graça _________________________________________ Opções em estado autocentrado e auto referenciado________________________________________________________________________________________

2o. MOMENTO: Mt 19,16-21
Quem se engaja completamente no seguimento de Jesus, participa do Pai em favor da humanidade.
Leia, reze, medite e contemple estaperícope na ótica da sua história como Cristã e membro do Instituto Secular Pequena Família Franciscana;
Saliente os momentos de atitudes livres na resposta ao chamado a ser pobre, humilde, casta, obediente;
Contemple o tesouro pelo qual você está apostando toda a sua existência. No que consiste ele mesmo?
Renove na fé e na vida a sua pertença única ao Senhor;
Registre sua decisão, a partir da situação concreta na qual você se encontra. Reze-a.

3o. MOMENTO: Mc 3,13-19
O chamado de Jesus é livre: “os que Ele quis”, para estarem com Ele e formarem comunidade.
Reze e reviva seu chamado;
Contemple a comunidade concreta na qual Ele lhe chamou;
Renove seu seguimento.

4º MOMENTO: PALAVRAS DE FRANCISCO-CLARA
Carta a toda a Ordem n. 50-52; 3CtIn 7-8
Eterno Deus onipotente, justo e misericordioso, concedei-nos a nós míseros praticar por vossa causa o que reconhecemos ser a vossa vontade e querer sempre o que reconhecermos ser a vossa vontade e querer sempre o que vos agrade, a fim de que, interiormente purificados, iluminados e abrasados pelo fogo do Espírito Santo, possamos seguir as pegadas de vosso filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, e por vossa graça unicamente chegar até vos, ó Altíssimo, que em Trindade perfeita e Unidade simples vivíeis e reinais na glória como Deus onipotente por toda a eternidade.
“Vejo que são a humildade, a força da fé e os braços da pobreza que a levaram a abraçar o tesouro inseparável escondido no campo do mundo e dos corações humanos, com o qual se compra aquele por quem tudo foi feito do nada. Eu a considero, num bom uso das palavras do Apóstolo, auxiliar do próprio Deus, sustentáculo dos membros vacilantes de seu corpo inefável” (3CtIn 7-8).
Simplesmente reze a oração de Francisco e Clara...


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

1° DEGRAU - Chamado à vida → Eu o Senhor, te chamei. Is 42,1


Instituto Secular Pequena Família Franciscana

DIA
MEMÓRIA AGRADECIDA... POIS DEUS É PAI DAS MISERICÓRDIAS
Recepção
Encaminhamento e organização do Retiro
1° Degrau
Chamado à vida → Eu o Senhor, te chamei. Is 42,1
2° Degrau
Chamado à fé → Vem e segue-me. Mt 19,21
3°Degrau
Chamado ao Absoluto de Deus → Só Deus é Bom.
4° Degrau
Deus na minha história → O Senhor está realmente neste lugar e eu não sabia! Gn 28,16
5° Degrau
Recriar a história → Comecemos de novo... e deixar Deus conduzir
6° Degrau
Deixar Deus conduzir → Senhor que queres que eu faça? Atos 22,10

“Não perca de vista seu ponto de partida [...]” (Santa Clara; Ap 2,5).

“Irmãos, vamos recomeçar, pois até agora pouco ou nada fizemos...” (S. Fco).

Orientações Gerais:

1.    Disposição interior de sinceridade em fazer o retiro;

2.    Colaborar com o clima do retiro para todas;

3.    Participar dos compromissos pessoais e comunitários;

4.    Respeitar os momentos de silêncio para si e para as outras;

5.    Organizar momentos de oração-contemplação durante o dia;

6.    Na oração pessoal rezar também pelas Irmãs, Instituto, Igreja, Mundo, por todas as pessoas que já entraram em minha vida, sobretudo as mais significativas, e por todas as pessoas para as quais somos ou seremos pessoalmente significativas.



Altíssimo, glorioso Deus, iluminai as trevas do meu coração, dai-me uma fé reta, uma esperança certa e caridade perfeita, sensibilidade e conhecimento, ó Senhor, a fim de que eu cumpra o vosso santo e veraz mandamento. Amém!



Louvores a serem ditos em todas as horas
Onipotente, santíssimo, altíssimo e sumo Deus, todo o bem, sumo bem, bem total, que unicamente sois bom, nós vos rendemos todo louvor, toda glória, toda graça, toda honra, toda bênção e todos os bens. Assim seja. Assim seja. Amém.



Antífona à Virgem...
Santa Virgem Maria, entre as mulheres do mundo, não nasceu nenhuma semelhante a ti, ó filha e serva do altíssimo e sumo Rei e Pai celeste, mãe de nosso santíssimo Senhor Jesus Cristo, esposa do Espírito Santo: roga por nós, com São Miguel Arcanjo e com todas as virtudes dos céus e com todos os santos, junto a teu santíssimo e dileto Filho, Senhor e Mestre. Glória ao Pai... Assim como era..


PRIMEIRO DEGRAU

Ø  LINHA TEMÁTICA

Chamado à vida... Pois Deus é Amor / Misericórdia →. Eu, o Senhor, te chamei.

   IDÉIAS MESTRAS

ü  Eu existo eternamente na mente de Deus. Ele me amou primeiro;

ü  A existência não é uma escolha e nem uma decisão minha;

ü  Cada ser humano é uma escolha pessoal de Deus: um gesto de amor;

ü  Saí da mente de Deus para a existência em vista de uma missão;

ü  A vida como dom, benevolência, gratuidade, providência. Ele cuida de mim;

ü  Sou eu e não outra, eu com meus pais, familiares, tempo, cultura, época;

ü  Sou única e irrepetível; livre, valente e responsável;

ü  Deus sabia de minha possível infidelidade;

ü  Preferiu a minha existência, embora pecadora, garantindo sua misericórdia.



Ø  TEXTOS ILUMINATIVOS

1o. MOMENTO: Ef 1,3-14

É um texto litúrgico, no qual se bendiz a Deus agradecendo as “bênçãos” recebidas. É um texto trinitário. No princípio Deus, identificado com o “Pai de Jesus Cristo” (v.3) e nosso pela adoção (v.5); ele é o agente de tudo “segundo seu desígnio e decisão” (vv. 5.9.11). Realiza tudo “por meio de Cristo” (vv.3.5.10.12). Termina o parágrafo com a referência ao Espírito, “selo e garantia” (vv.13.14).

ü  Reze várias vezes este hino;

ü  Permaneça no que toca, deixe que entre no coração, na inteligência, na vontade, na existência;

ü  Acolha as bênçãos do Pai.



2o. MOMENTO: Is 42,1-9


ü  Reze este texto. Escute a fala do Senhor para você: “... Eu chamei você... Tomei-a pela mão... Lhe dei forma... coloquei-a como aliança... Luz!

ü  Admita-se esse servo, inserido em sua fraternidade/comunidade/povo e contexto existencial, sustentado pelo Senhor. Uma serva que não grita... não quebra a cana rachada... não apaga o pavio que fumega;

ü  Faça memória dos momentos nos quais você teve/tem as atitudes do Servo, de modo bem concreto, no seu dia-a-dia.

  

3o. MOMENTO: Is 43,1-7

“O Senhor fez uma aliança com seu povo, e dela jamais abrirá mão: está disposto a trocar tudo para libertá-lo e reuni-lo.”

“Não tenha medo, porque a redimi e a chamei pelo nome; você é minha”.

ü  Faça memória dos momentos onde você sentiu a mão do Senhor a conduzi-la na família, comunidade, Instituto, Igreja...

ü  Deixe Deus mostrar-lhe no que você é preciosa para Ele e às pessoas.



4º MOMENTO: FRANCISCO E CLARA-TestCl 2-3.

 “Entre outros benefícios que temos recebido e ainda recebemos diariamente da generosidade do Pai de toda misericórdia e pelos quais temos de agradecer ao glorioso Pai de Cristo, está a nossa vocação que, quanto maior e mais perfeita, mais a Ele é devida” (TestCl 2-3).

ü  Reze este texto de Clara.

ü  Entoe seu hino de louvor a Deus pela sua existência, pela existência de todas as criaturas, pela existência de Deus! Escreva-o! Cante-o! Dance-o!

TEMAS para os retiros mensais – 2020