sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Viver a pobreza em Fraternidade


Viver a pobreza em Fraternidade
Frei Miguel Negreiros

1.      Disse Jesus: "Quem escuta as minhas palavras e as põe em prática é como o homem prudente que edifica a sua casa sobre a rocha... Quem ouve as minhas palavras e não as põe em prática é semelhante ao homem néscio que edifica a sua casa sobre a areia" (Mt 7,24-27).

2.       Aquele que ouve o convite do Senhor "vem e segue-Me" e, na verdade, deixa tudo e todos para seguir os passos de Jesus, esse edifica a casa do seu voto de pobreza, sobre a rocha!

3.      Aquele, porém, que ouve o convite do Senhor: "vem", e vai, mas sem partir da sua terra, ou seja, sem abandonar tudo quanto o envolve - família, parentela, amizades, posição social, a casa paterna e toda aquela teia das suas relações de cidadão deste mundo, etc., esse edifica a sua pobreza sobre a areia!

4.      Convite do Senhor: "vem e segue-me", mas não se resolve decididamente a renunciar a si mesmo: aos seus critérios, aos seus pontos de vista, à sua mentalidade, às suas inclinações naturais, ao seu amor próprio e à idolatria do seu eu, esse edifica a casa da pobreza sobre a areia.

5.      Aquele, porém, que edifica a pobreza sobre o seguimento da pessoa adorável de Jesus que ele conhece, ama, e a quem se entrega apaixonadamente de alma e coração, esse resiste a todas as intempéries. Cai a chuva. Engrossam os rios dos bens supérfluos que nos alagam com a sua abundância. Sopram os ventos de todas as vaidades e de todas as modas, e de tudo quanto reluz e encanta os sentidos. Mas a casa da pobreza não cai porque está fundada sobre a rocha.

6.      Viver a pobreza em fraternidade é, antes de mais, seguir a doutrina e exemplo de Nosso Senhor Jesus Cristo, que diz: "Se queres ser perfeito, vai e vende quanto tens e dá o seu preço aos pobres, e terás um tesouro no Céu, e vem e segue-me". (Mt 19,2 1; 1 Reg. 1,2).

·         Continuando a comparar a nossa pobreza à casa que devemos construir e onde queremos viver, podemos atender a cinco aspectos fundamentais da mesma casa - A planta, a cor, as janelas, as portas e o telhado:

·         Se a vemos de longe, é a configuração do telhado que primeiramente nos é dada observar.

·         Se a vemos de perto, o que mais imediatamente nos fere a sensibilidade é a luminosidade da sua cor: mais clara ou mais escura; mais viva ou mais mortiça; mais agressiva ou mais discreta, ou, então, a total ausência de cor!

·         Em segundo lugar, damo-nos conta das linhas da sua planta: maior ou menor; mais linear ou complicada; mais tradicional ou mais ousada; com ou sem varandas e escadas!

·         A seguir, reparamos nas suas janelas: mais rasgadas ou menos abertas; mais desenhadas ou mais retangulares; em maior ou menor número, em proporção à medida da planta.

·         Finalmente, detemo-nos a observar as portas: se largas ou mais estreitas; mais altas ou mais baixas; mais fortes ou mais frágeis; com desenhos de alto relevo ou mais lisas.

·         Vendo-a de fora, não conseguimos apercebermo-nos do recheio e da mobília. Mas tanto de fora como de dentro, há uma coisa que não conseguimos ver: os seus alicerces. O mais fundamental não se vê. E nos alicerces há um elemento ainda mais importante: a pedra angular.

·         Se o mais fundamental não se vê, nem por fora nem por dentro, o mais precioso só se vê por dentro: a beleza da decoração e a preciosidade da mobília.

·         Comparando a pobreza a esta casa, podemos dizer que a pedra angular que dá coesão aos alicerces e firmeza a todo o edifício é a pessoa adorável de Jesus! É Ele quem toma possível e dá fundamento à pobreza evangélica!

·         Quem usufruir da amizade pessoal de Jesus encontrou o tesouro escondido cujo valor supera infinitamente todos os outros valores.

·         A decoração e o recheio da mobília que só se vêem penetrando no interior da casa significam a pobreza espiritual com todo o recheio das bem-aventuranças. É toda a riqueza dos dons do Espírito Santo.

·          A felicidade e a alegria que estes dons nos transmitem fazem com que nos sejam supérfluas e incomoda todas as riquezas materiais. O Espírito de Jesus que nos inunda e se nos oferece enche-nos de vida, e vida em abundância!

·         Assim como quem se deleita com a beleza e a maravilha interior da casa aposentos próprio, cozinha, lareira, dispensa recheada, sala de jantar, sala de estar, conforto físico e acolhedor, alimentação abundante e saborosa, doce convívio, ambiente de festa, de luz e som, etc. - não se preocupa com o que se vê no exterior da casa, assim também, quem experimenta a riqueza da pobreza espiritual não se preocupa com a riqueza material, simbolizada pelo exterior da casa.

·         Na verdade, quem consegue desfrutar da riqueza interior da casa não se importa com a configuração do telhado, com a luminosidade da cor de fora, com as linhas exteriores das janelas, com a altura ou largura das portas nem com as dimensões da superfície das paredes.

·         Assim, quem vive da plenitude gratificante dos valores espirituais, que lhe enchem a alma de gozo e de alegria, não pode entusiasmar-se nem deixar-se prender pelos bens passageiros, superficiais e exteriores. Entre estes bens espirituais, conta-se em primeiro lugar os dons do Espírito Santo (Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade, Temor de Deus); a ternura do amor de Deus Pai que nos chama a tomar parte na Sua vida divina; a graça, a bondade, a justiça, a amizade, a liberdade e a paz que nos vêm de Jesus, nosso Caminho, Verdade e Vida!

·         De fato, que vale a esperteza dos que triunfam na vida, comparando-a com a Sabedoria do Espírito, pela qual somos capazes de saborear a vida em plenitude, experimentando como Deus é bom, como é bela a vida e como é agradável viver os irmãos em fraternidade!?

·         Que vale todo o fulgor da inteligência humana se o compararmos com o Dom do Entendimento que é participação, já na terra, da luz da glória que nos iluminará no Céu?

·         Que vale toda a cultura dos nossos sábios e toda a experiência dos anciãos, a quem recorremos para pedir opinião e parecer, nos momentos difíceis da vida comparados com o Dom do Conselho, pelo qual discernimos, a cada hora e momento, qual a vontade de Deus a nosso respeito?

·         Que vale toda a força física e moral dos maiores valentes e audazes, que se entrega, sem temor, às mais ousadas façanhas, se a compararmos com o Dom da Fortaleza, pelo qual somos capazes, com o Espírito de Cristo, de levar até ao fim, com a fidelidade dos heróis, a empresa espiritual a que lançamos ombros, quando renovamos as promessas do nosso batismo, quando fizemos o juramento da nossa profissão de fé cristã, e, quando nos entregamos generosamente à nossa vida consagrada?

·         Que vale toda a investigação dos iluminados deste mundo que perscrutam os segredos da Natureza e os meandros da filosofia da história, sem conseguirem desvendar o mistério da vida, se a compararmos com o Dom da Ciência, pelo qual conseguimos olhar para o Homem e para o Universo, com a limpidez esclarecido e esclarecedora do próprio olhar de Deus?

·         Que vale todo o sentimento de consideração, compaixão e pena e até mesmo de solidariedade e justiça social, entre os seres humanos, se o compararmos com o Dom da Piedade, pelo qual nutrimos, nas nossas relações com Deus transcendente, um carinhoso sentimento de filiação divina, de quem se sente profundamente amado por Deus Pai e Mãe? Dom da Piedade. pelo qual também experimentamos nas nossas relações familiares, sociais e econômicas. Políticas e religiosas, um sentimento de caloroso afeto para com todo o ser humano, a quem amamos como irmão?

·         Que vale todo o deslumbramento e todo o espanto perante o belo e o horrível da natureza; perante as forças desencadeados do universo em fúria; perante o poder destruidor das guerras clássicas e modernas; perante o prestígio avassalador dos superhomens, se tudo isto compararmos com o Dom do Temor de Deus, pelo qual nos iniciamos na sabedoria da vida" Pelo qual nos introduzimos na atmosfera do encanto estremecedor de quem contempla a grandeza, o poder, a sabedoria, a glória e a santidade de Deus?

·         Numa palavra, que valem os bens temporais, materiais ou morais, em comparação com os bens do Espírito, que transcendem o tempo e o espaço e perduram para além da morte?

·         Quem desfruta a felicidade da riqueza que nos vem da pobreza espiritual não pode deixar-se seduzir pela riqueza material.

·         Concluímos que para viver a pobreza em fraternidade, no tocante aos bens materiais, é necessário deixar-nos antes apaixonar pelos bens espirituais, ou seja, pela riqueza espiritual da pobreza. A pobreza espiritual mais do que o desprendimento dos bens materiais, exige o amor aos valores que dimanam diretamente do Espírito de Cristo.

·         A nossa pobreza evangélica franciscana é uma riqueza alternativa à riqueza material. Brota duma plenitude e não duma carência. É a "altíssima pobreza" de São Francisco, que "nos faz herdeiros e reis do Reino dos Céus, pobres de coisas materiais, mas ricos de virtudes" (2 Reg. 6,4). É uma bem-aventurança. (Mt 5,3).

·         Continuando com a comparação da casa e da pobreza, vejamos agora o que significa a própria planta da casa, com as suas linhas arquitetônicas. Podemos comparar a planta da casa à nossa situação social de pobres, remediados ou ricos.

·          Uma casa pequena e térrea poderá significar a pobreza dos que não conseguem ultrapassar uma situação econômica verdadeiramente difícil e mortificante.

·         Uma casa mais ampla, embora de divisões modestas, poderá significar uma situação socioeconômica desafogada. Uma casa espaçosa, bela e articulada em várias varandas, poderá significar uma situação de confortável riqueza.

·         A nossa pobreza a que tipo de casa se poderá comparar? Não sendo a pobreza evangélica definida pela situação de carência ou de miséria, mas o resultado duma plenitude de riqueza interior espiritual, a nossa casa não terá de ser forçosamente uma habitação privada do mínimo de condições vitais, pois dentro dela devem morar pessoas revestidas com a dignidade de filhos de Deus.

·         Não será simplesmente a casa dos remediados e muito menos a casa da classe média, se nessa casa se viver a sofreguidão de possuir cada vez mais e a insatisfação gananciosa de quem não sabe viver honradamente pobre, tanto na abundância como na miséria. Dizia S. Paulo: "Aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei viver na penúria e na abundância. Em tudo e em todas as circunstâncias tenho aprendido a ter fortuna e a ter fome, a ter abundância e a padecer necessidade" (Fil 4,12).

·         Podemos viver, com verdadeiro espírito de pobreza, tanto numa casa miserável, como numa razoavelmente confortável, sem nos deixarmos contaminar pelo espírito de revolta, de cobiça ou de ambição. Poderemos ser pobres se na casa miserável não formos uns revoltados; e na casa remediada, não formos uns instalados. Muito menos, será o símbolo da nossa pobreza a casa grande e majestosa, ornada de pormenores requintados. Esta seria a casa dos ricos. No entanto, se apenas for fisicamente grande, suavizada a sua grandeza pelos traços da simplicidade, e estiver toda ela orientada para servir a finalidade evangélica para que foi pensada, poderá, também ela, ser a casa da nossa pobreza, se nela soubermos morar e conviver, "como peregrinos e estrangeiros" (2 Reg. 6,2).

·         A nossa pobreza tem de ser forçosamente sinônimo de humildade: "servindo a Deus em pobreza e humildade, vão com muita confiança pedir esmola" (2 Reg. 6,2).Para sermos pobres é necessário que a humildade resplandeça na nossa pessoa e nas nossas coisas. Como diz S. Francisco devemos ser simples e servos de todos (Cf. Test.19).

·         “Mesmo as casas grandes se forem necessárias, têm de ser humildes na sua apresentação: de aspecto rústico e precário” (2 Cel 56). "Tudo deve proclamar cantar mesmo - a sua condição de peregrinos e exilados" (2 Cel 60).



·         "Exorava os que na Ordem usavam roupas a mais e, sem necessidade, as queriam de pano macio" (2 Cel 69). O próprio exercício da mendicância, proibida às Ordens monásticas, era uma experiência de humildade (Cf. 2 Cel. 74 e 77).
·         Passamos, agora, ao simbolismo das janelas. As janelas servem, fundamentalmente, para deixar entrar o ar e a luz, dentro da casa: dois elementos indispensáveis à vida! Servem também, para através delas, alongarmos o nosso olhar para o horizonte longínquo da terra e do céu, sem sairmos de casa.

Fazendo, de novo, a aplicação à nossa pobreza, diremos que queremos ser pobres com a
riqueza da brisa do Espírito Santo e a luz da Verdade do Mestre Jesus. Brisa e luz que
nos entram pelas janelas da alma. Pobres, sim, mas com a riqueza que nos vem de Deus!
Somos pobres se a brisa do Espírito nos invadir a alma com o dom inebriante da oração, e o esplendor da luz da Verdade, nos iluminar e aquecer com o dom da contemplação. Então, o nosso coração, cheio da plenitude de Deus, dispensará toda a utilidade que nos vem das criaturas! E quando as janelas forem tão exíguas, que mal nos deixem divisar uma nesga do azul do Céu, então compreenderemos que a pobreza é também uma exigência de aceitar a vida em paz e confiança, mesmo quando não descortinamos o sentido pleno da existência, no meio de grandes provações!

Ser pobre é também saber aceitar a vida, sem entender! A experiência da oração e da contemplação que fazia de São Francisco, mais do que um orante, a própria oração vivente (2 Cel 95) era o segredo da sua pobreza. Todo inundado e absorto em Deus, pela oração contemplativa, nada mais desejava possuir. Deus era tudo para ele. Detenhamo-nos, agora, na simbologia das portas. Estas, largas ou estreitas, servem fundamentalmente para abrir e fechar a casa. As portas fechadas, que nos vedam a entrada no interior da casa, dizem-nos que para sermos pobres não devemos ter acesso ao lucro imoderado, que ofende a justiça; ao luxo que ofende os pobres, e à ostentação que ofende os humildes.

A nossa pobreza para ser verdadeira tem de ser decididamente austera. Tudo o que for para além do necessário ofende a pobreza! As portas abertas que convidam a entrar, e facilitam o ingresso dos moradores nas suas habitações, sugerem-nos uma vida de pobreza que abra as portas das nossas casas aos pobres, aos mendigos; aos marginais e enjeitados; aos excluídos e expulsos. Se a nossa casa não acolher os pobres de ambulantes e inadaptados, vagabundo sem eira, nem beira, nem ninguém que os queira, não será casa de pobres que professam a pobreza evangélica, mas casa de senhores que se fecham nas suas fortalezas. O entusiasmo de São Francisco pela austeridade radical e pela pessoa dos pobres vem lhe da sua paixão pela pessoa de Jesus pobre e crucificado que ele vê retratado em todos os que sofrem penúria. Por isso a pobreza é uma noiva maravilhosa para S. Francisco porque lhe faz lembrar aquele a quem ele ama com amor esponsal. Não sendo a pobreza quem o encanta, mas o Cristo pobre, Francisco enamora-se da pobreza porque nela contempla o seu Amado!

Se passarmos a comparar a nossa pobreza à cor que reluz, que mais ou menos brilha no exterior da casa podemos tecer as seguintes reflexões:
Tudo quanto temos e usamos dever ter tal colorido que:
- não chame a atenção do curioso, nem provoque o ciúme do invejoso;
- não agrida nem a simplicidade do humilde, nem a carência do indigente;
- não desperte a cobiça do ambicioso nem a raiva do ganancioso;
- não espicace o instinto do ladrão, nem atice a sofreguidão do avarento;
- não convide o assalto à mão armada ou desarmada, nem a aventura dos amigos do alheio.

Numa palavra, tudo deve ser tão simples e despretensioso e discreto que não dê nas vistas a ninguém. Assim deve ser a nossa maneira de ser e de estar, de vestir e de habitar e de nos apresentarmos. S. Francisco diz-nos na Regra: "Todos os irmãos vistam-se com hábitos pobrezinhos e possam remendá-los de burel e outros pedaços, com a bênção do Senhor"  (2 R. 1, 1 6). “Não devemos desprezar nem julgar, mas também não podemos imitar os que andam com vestidos macios e de cores e usam comidas e bebidas delicadas” (2Reg. 1, 17).
Finalmente, recorrendo à comparação do telhado, que marca os limites extremos da casa, em comprimento, largura e altura, podemos chegar às seguintes conclusões, acerca da nossa pobreza.

1- Não nos devemos perguntar até onde podemos usar e gastar, sem ofender gravemente o voto de pobreza. É que o voto de pobreza não se fundamenta num acordo jurídico entre duas partes interessadas num negócio, com consequências legais; mas sim, no seguimento apaixonado pela pessoa maravilhosa de Jesus, cuja pobreza nos encanta! Ora, num encanto, como o da pobreza evangélica, que é sinônimo de amizade enamorada, não cabem as medidas do válido e do inválido, do lícito e do ilícito, do permitido e do proibido, mas tão somente o dom sem medida de quem se entrega, por amor, a quem, por amor se entregou.

2- Devemo-nos perguntar, a respeito do uso das coisas e dos gastos a fazer, até onde podemos renunciar, até onde podemos levar a nossa austeridade e penitência, até onde podemos abdicar e dispensar os bens terrenos; numa palavra, até onde podemos esticar a exigência da pobreza material, sem deixar de dispor do que for necessário e conveniente para o desempenho das nossas obrigações e da nossa missão. É que o Reino de Deus, embora possa e deva contar com todos os nossos recursos estruturais e pessoais, materiais e espirituais, apesar disso não depende, no seu desenvolvimento dinâmico, desses mesmos recursos, mas sim de outros valores superiores. Refiro-me aos valores que constituem a própria natureza do Reino:
  • A perenidade e a universalidade;
  • A santidade e a amizade;
  • A verdade e a vida;
  • A justiça e a liberdade;
  • O amor e a paz.

Ora, para viverem estes valores não é preciso dispor nem de muito dinheiro, nem de muitos bens destinados à nossa habitação, à nossa comida e bebida, ao nosso vestido e à nossa vida profissional. Podemos comer suficientemente, vestir decentemente, habitar dignamente e trabalhar eficazmente por um mundo melhor e por uma Igreja mais renovada, sem nos apoiarmos no máximo de recursos materiais permitidos. Pelo contrário, na medida em que podermos dispensar, prescindir e diminuir os valores relativos, nessa mesma medida dará cada vez mais lugar aos valores do Reino já mencionados.

Ser pobre é, portanto, edificar a Casa da Pobreza sobre a rocha do seguimento de Jesus. Pobre! Quem edifica a pobreza, tendo só em conta as leis das Regras e das Constituições, sujeita-se a edificar sobre a areia! Construir a Casa da Pobreza é, portanto, ter em conta que o mais importante da casa não é o que se vê por fora, mas o que está escondido lá dentro. É o recheio dos valores espirituais a que chamamos pobreza espiritual. Só é pobre, segundo o Evangelho, aquele que fazendo a experiência da plenitude de Deus, de nada mais se interessa, neste mundo, e sente necessidade de rezar, como S. Francisco: "Meu Deus e meu Tudo" (Flor. cap. II). Construir a Casa da Pobreza implica ter em conta que tanto na casa pequenina desprovida de tudo, como na casa modesta e minimamente fornecida, como na casa ampla e de maiores dimensões, se pode ser pobre, se tivermos o espírito de S. Paulo que aprendeu a contentar-se com o que tinha, e sabia viver na abundância e na penúria.
Construir a Casa da Pobreza é, portanto, ter em conta que as nossas "janelas" devem-nos deixar entrar a brisa do espírito da oração e a luz da Verdade que nos inunde com o êxtase da contemplação.

Só o orante poderá ser pobre! A pobreza é uma condição para orar! Construir a Casa da Pobreza é, portanto, ter em conta que as nossas "portas" devem fechar-se aos bens supérfluos e abrir-se aos pobres mais necessitados do que nós. Construir a Casa da Pobreza é, portanto, ter em conta que a cor das nossas casas deve emprestar a tudo quanto possuímos um colorido tão austero e tão simples que a ninguém cause inveja ou cobiça. Construir a Casa da Pobreza é, finalmente, ter em conta que os nossos "telhados" devem-nos marcar os limites não do máximo permitido mas do máximo dispensável.

CONCLUSÃO
O Concílio Vat. II pede-nos novas formas de pobreza. Insiste em que a pobreza seja real e não somente uma questão jurídica de quem tem licença da Santa Sé ou dos superiores. Uma das formas mais atuais da pobreza é o trabalho honesto de quem ganha o pão de cada dia com o suor do seu rosto. Trabalho que é elogiado por São Paulo que escreveu aos Tessalonicenses: "Não comi de graça o pão de ninguém... quem não quiser trabalhar não tem direito a comer" (2 Tess 3,8. 10). E S. Francisco deixou-nos no seu Testamento: "Firmemente quero que todos os irmãos trabalhem" (Test. 2 1).

Uma outra forma nova de pobreza será a partilha dos nossos bens para que deles possam usufruir todos os necessitados do mundo. O sentido universal de todos os bens, que é tese fundamental na doutrina social da Igreja, deve aplicar-se a nós com mais exigência e urgência. Se a Fraternidade é a nossa forma de vida dentro da Igreja, ela tem de traduzir-se em SOLIDARIEDADE, nas nossas relações sociais com os homens e as mulheres do nosso tempo. E termino com a palavra de São Francisco: "NADA DE VÓS MESMOS RETENHAIS PARA VÓS, A FIM DE QUE TOTALMENTE VOS POSSUA AQUELE QUE TOTALMENTE SE VOS DÁ" (CO 29).

segunda-feira, 30 de julho de 2012


Instituto Secular Pequena Família Franciscana
Curso de Exercícios Espirituais – 21/07 a 27/07/2012
Estudos sobre Antonietta Lesino – 21/07 a 23/07/2012
Etapas do estudo:
I . Dinâmica – A Palavra de Deus que Transforma
Objetivo: Fazer o grupo refletir de que forma assimilamos a Palavra de Deus em nossas vidas.
Material: uma bolinha de isopor, um giz, um vidrinho de remédio vazio, uma esponja e uma vasilha com água.
Descrição: Primeiro se explica que a água é a palavra de Deus e que o objeto somos nós, depois se coloca a água na vasilha, e alguém mergulha o isopor, após ver o que ocorre com o isopor, mergulhar o giz, depois o vidro de remédio e por último a esponja. Explicar que a água é a Palavra de Deus e os objetos somos nós. Dê um objeto para cada pessoa.
1.    Coloca 1º o isopor na água. Refletir: o isopor não funda e nem absorve a água. Como nós absorvemos a Palavra de Deus? Somos também impermeáveis?
2.    Mergulha o giz na água e reflete: o giz retém a água só para si, sem repartir. E nós?
3.    Enche de água o vidrinho de remédio. Despojar toda água que ele se encheu. Refletir: O vidrinho tinha água só para passar para os outros, mas, sem guardar nada para si mesmo. E nós?
4.    Mergulha a esponja e espreme a água. Reflete: a esponja absorve bem a água e mesmo espremendo ela continua molhada.
II . Divisão das equipes de apoio.
Bem estar;
Espiritualidade;
Cozinha.
III . Apresentação dos trabalhos desenvolvidos pelas Fraternidades:
a)    Fraternidade Judith Bomfim- Infância, adolescência de Antonietta Lesino.
b)    Fraternidade Trindade Santa- Paulo Afonso - O Serviço de Antonietta Lesino,
c)    Fraternidade Frei Jorge Rotthaus- João Pessoa - Oração de Antonietta Lesino,
d)    Fraternidade Santa Maria dos Anjos – Garanhuns - Dramatização sobre o despertar vocacional de Antonietta Lesino - Tema: Na Milícia de São Francisco,
e)    Fraternidade Santa Clara–Recife - Diálogo de Antonietta Lesino com o Anjo do Cenáculo,
f)     Fraternidade Frei Irineu Mazzotti - Bacabal–MA – Dramatização: Obediência de Antonietta Lesino

Conclusão dos estudos sobre Antonietta Lesino – 23/07/2012
Responsável pela Formação - Maria José Barreto distribuiu as tarefas entre a irmãs e as Guias de Formação de descobrirem o que esta contidos no elementos do cenário.
1-    Contemplação do Cenário
2-    Leitura e reflexão do Evangelho de Jo 6 16-21
3-    Dinâmica utilizando os barcos do cenário e a representação dos doze apóstolos com pescadores de homens. Nos barcos as mensagens são de Antonietta Lesino para fortalecer nossa caminha na Pequena Família Franciscana nos dando dicas para viver uma vida de união com Deus na cela da alma e no meio do mundo. 
Após a utilização dos peixes através do texto de Jo. 6 1-9 que mostra que podemos evangelizar e ter uma vida consagrada a Deus seguindo exemplo de nossos fundadores e muitas irmãs que já estão na casa do Pai intercedendo por nós. E por último as Guias de Formação das Fraternidades - Amara Maria de Paiva, Maria Madalena dos Santos Lima, Josefa Barbosa de Sousa, Cleonice Martins de Sousa e Maria das Dores Nascimento, receberam peixes grandes contendo citações das Constituições e Diretórios. Leram as mensagens contidas em várias partes do peixe com conteúdos de formação para o crescimento espiritual na PFF. E as outras participantes das irmãs contribuindo também com as mensagens contidas nos peixes menores. Onde podemos concluir com a frase: Avance para águas mais profundas. Lc.5,4






Fotos do CEE–21 a 27 de julho de 2012

sábado, 21 de julho de 2012

Curso de Exercício Espiritual 2012

 Hoje 21 de julho de 2012 inicia-se o Curso de Exercício Espiritual da Região Nordeste, na Casa Santa Clara.
Já está prepara o ambiente para receber com muito carinho as irmãs das Fraternidades com: O Cantinho da Formação e o Cenário para o estudo sobre Antonieta Lesino.


 Este é o Cenário para o Estudo sobre o Tema:
 Atonieta Lesino, contendo  materiais como: Bíblia, Quero ser Santo, Caminho do amor I e II, Vida de Família, Constituições e Diretório, Catecismo da Igreja Católica, Fontes Francisclaria, peixinhos e barquinhos contendo frases relacionadas a vida de Antonieta.
Maria José Barreto - Responsável pela Formação Região Nordeste.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

DOAR A VIDA


ANTONIETTA
EU
Família
O seu ambiente doméstico foi um ambiente de trabalho, ajuda mútua, de fé, de moralidade, reinava uma atmosfera de paz em que as crianças cresceram juntas numa afeição tenaz. (art.2 – Libbello).

Na casa foi tão atenciosa e sempre disposta e obediente. (Art. 3).
Sacrificou-se pela família ajudadando a sua mãe fazendo os trabalhos domésticos sempre com um sorriso nos lábios e com uma dedicação que ultrapassou o ambiente familiar. (Art. 8)

Sacrificou os melhores anos de sua juventude para ajudar ao próximo, o seu irmão, as familias de duas irmãs casadas, ... os sobrinhos ...

Como era ou é o ambiente da minha família? Semelhante ao de Antonietta ou muito diferente?

Que tipo de relações estão presentes na minha família?

Particularmente o que de precioso aprendi no meu ambiente familiar?

Doar a vida no ambiente da minha família hoje para mim consiste em:...
Trabalho
No ambiente de trabalho levou o mesmo sorriso e a mesma boa vontade que  havia difundido na família. As companheiras a queriam bem e todas recorriam a ela em suas necessidades e a todos atendia de boa vontade, como se não tivesse outra coisa a fazer. (art. 11)

Não havia trabalho, encargo, serviço, comissão que Antonietta não aceitasse e não executasse com toda a serenidade de espírito... Desempenhava todos os trabalhos com o mesmo entusiasmo e fervor. (art. 67)

Que relação tenho com o meu trabalho?

Deixo-me tomar e absorver pelo trabalho?

Qual é a minha atitude com os companheiros de trabalho?

Quando começo qualquer trabalho ou encargo, sei ser perseverante, entusiasta, serena e profissional?



Desejos
Mantendo vivo o desejo de conhecer e aprender, teve que suspender o estudo pela enfermidade da mãe (art. 9)

Mesmo desistindo do estudo, soube encontrar algumas horas todos os domingos para frequentar curso de francês e algumas horas de música.

Quais são os meus desejos?

O que devo renunciar para dar assistêcia a minha família, para seguir na vocação ou para um bem maior?

Estou disposta a oferecer estes sacrifícios a Deus e vivê-los como momentos de crescimento?

Deixo-me “sufocar” pela frustração das coisas que não se realizaram a contento ou aproveito para acolher as pequenas oportunidades que se me apresentam?

Provações
1922 a morte imprevista do Pai
1940 perdeu a mamãe a quem cuidava
1942 Antonietta perdeu a casa e tudo tinha... Vai a Pe. Ireneo e diz: “Padre, estou toda aqui. Perdi minha mãe, a minha casa se queimou: não tenho mais nada. Agora sou uma verdadeira filha de São Francisco” (art. 20)
Em 1943 entrou no Mosteiro das Clarissas e finalmente se realizaram os seus sonhos,... mas não por muito tempo: acometida por uma estranha doença teve que deixar o convento.
Através das provações, contrariedades e atrasos o Senhor provava a fidelidde de sua eleita e a conduzia a meta que Ele lhe havia fixado: um “forasteiro” misterioso lhe revela: “Tu mudarás de caminho, deixarás este hábito e abrirás uma nova casa”...
Que tipo de provações experimentei na minha vida?

Procuro evitar as provações e fugir delas ou supero o medo e tomo atitude diante do problema?

Peço a Deus de estar e permanecer comigo nas minhas provações?

As provações me tem tornado mais disposta a Deus e aos outros, ou me tem fechado em mim mesma?



Discernir e fazer a vontade de Deus

 “Sentia sempre mais vivo o desejo de consagrar-me completamente ao Senhor... mas não podia vestir o hábito religioso, porque, devendo cuidas da minha caríssima mamãe enferma não podia realizar o meu desejo”. (art. 13)

Consigo perceber o que é minha vontade e o que é que Deus quer de mim?

Como faço o meu discernimento? Espero a resposta diretamente e somente de Deus, ou me ajudo neste caminho?

Sou capaz de respeitar o tempo de Deus?
Obediência a Direção Espiritual

Já desde os onze anos tem seu confessor e diretor espiritual e frequenta um curso especial de catequese pelos rapazes de seus superiores. O seu diretor “nutria as nossas  almas com a verdade e eu saboreava com grande alegria as palavras que depois levava para os meus pais e minhas irmãs quando retrnava a minha casa. Sempre quis que todos sentissem o desejo de instruir-se mais e mais na fé”. “Como me sentia fraca, longe do meu confessor, que era o meu guia... Pedia tanto a ti, ó Coração de Jesus e a tua divina Mãe, porque me iluminaste o caminho ao novo Confessor”. (art. 62)

Sinto necessidade de direção espiritual?

O que faço para encontrar a orientação no meu caminho espiritual?

Sou perseverante e obediente aos conselhos do diretor espiritual/confessor, ou procuro resposta de outros até encontrar a resposta que me agrada?
Votos
Desde a sua consagração baseou sua vida inteira na obediência à vontade de Deus e sobre a caridade fraterna. (art. 18)

“Jesus era ricco e se fez pobre por nós, para nos dar a riqueza de sua pobreza. Se a pobreza não fosse um grande bem não a teria escolhido para mim... Pobreza voluntária, soma das virtudes. Se não caminhamos verso à perfeição estamos perdidas; Desprendimento afetivo e efetivo... desprender-se de tudo com alegria por Ele. Retirado o obstáculo do apego à riqueza, devemos renunciar a tudo por amor de Deus” (art. 44)
Pobreza e castidade libertam a carne para sermos obedientes.

Se merece a castidade através de uma delicada atenção à voz da consciência.

Obediencia total e alegre.

“Preferir não ser preferida”.

 “Fazer extraordinariamente as coisas ordinárias”.


Entreguei a minha vida a Deus pelas mãos da minha Irmã Responsável. Como vivo a minha vocação?

Como vivo o voto de castidade, pobreza e obediência?

Tenho algumas dificuldades?

Sou sincera e transparente na avaliação com a minha Chefe de Grupo?

Que perguntas me dá o exemplo de Antonietta?

Quais os porpósitos que eu faço no que se refere aos votos de castidade, pobreza e obediência?
Vida Espiritual
Colaborava generosamente com a graça Divina.
Antonietta nutria verdadeiro amor ao Senhor. Procurou agradá-Lo com um contínuo esforço de observar a lei, de conhecer a Sua santa vontade e de fugir a toda ocasião de pecado. (art. 48)

Docilidade incondicional a Jesus Cristo a quem não rejeitou nunca.

Oração assídua e fervorosa.

“O Santo tabernaculo era o grande íma de sua alma. Junto ao seu Divino Esposo se refugiava na oração cada vez que dispunha de um minuto livre. Quando eu precisava dela, tinha certeza de encontrá-la aos pés do Tabernaculo e a um pedido meu se se punha em pé imediatamente e seu rosto luminoso e sorridente, voava para onde era esperada, feliz de deixar Jesus por Jesus”. (art. 36)

Agradecia ao Senhor pelos dons recebidos:

 “Louvava e agradecia o Senhor por tê-la escolhido como sua esposa” (art. 49)

 “Que eu sinta muito amor e muita dor para unirme a Jesus” (art. 49)

Propósito: ‘aumentarei meu amor para com Ele”.
Muitas vezes lembrava a si mesma a observância ao quanto havia prometido,  e que devia ter “lealdade e confiança filial no Senhor” (art. 50)

Propósito: “Olhe para Jesus, una-te a Jesus, espera em Jesus”. (art. 46)
 “Tudo com Maria, Mãe e Mestra”. (art. 40)


Sou agradecida ao Senhor pela vocação que recebi? Quais os dons particulares que eu recebi?

Vivo mais no espírito de gratidão, ou na ânsia daquilo que me falta ou aquilo que ainda não realizei?

Que propósitos tenho feito para aumentar o meu amor para com o Senhor? Como me esforço para progredir na vida espiritual?

Tenho uma fidelidade filial e de confiança no Senhor? Espero no Senhor em tudo?
Apostolado

Sabia unir ao seu trabalho cotidiano a uma fervorosa vida interior da qual recebia a força para cumprir bem os seus deveres e doações, na alegria, a todos, em todas as fases de sua vida.

Sabia esquecer suas penas, escondê-las, para consolar o próximo. (art. 47)

Animava os doentes a terem coragem, a rezar, e a estarem sempre com o Senhor. “Coragem, que Jesus e a Mãe do céu olham amorosamente por ti e por todos os teus queridos”. (art. 47)

Fez um curso de enfermagem nos Camilianos e recebeu o certificado. Abriu-se assim um vasto campo à sua sede de dedicar-se e de fazer o bem aos muitos enfermos que puderam receber seus cuidados, seu sorriso, sua contínua generosidade, que escondia bem os seu cansaço e sacrifícios conhecidos apenas por Deus. (art. 19) ...
meu apostolado nasce e se nutre da união íntima com o meu Senhor?

Qual é o meu apostolado real? Como ajudo as outras pessoas? Com que atitude? Como posso consolá-los?

Concretamente em que consiste o meu apostolado?

O que faço para que a minha ajuda seja mais  eficaz ao próximo? Procuro instruir-me nas coisas espirituais e humanas para oferecer o necessário àqueles que o Senhor me envia?


Serviço às Irmãs e ao Instituto

Dedica toda sua atenção à PFF e multiplica seus cuidados e delicadeza fraterna as suas irmãs de eleição. (art. 18)
Para todas tinha um trato gentil, uma boa palavra, um doce sorriso que atraía os corações o que levava a todas a querer-lhe bem. (art. 59)

Sempre humilde com todos, doce e serena. Sem palavras alteradas. Inimiga da murmuração.  Não criticava nem fazia comentários aos Superiores, sobre as Irmãs da PFF, sobre suas vidas. Fiel a quanto escreveu: “A paz: farei sempre o meu dever e calar, sempre feliz de imitar Jesus”, soube convervar-se em paz com todos, continuando a fazer os seus deveres e suportando em silêncio, sem nunca pedir desculpas, de quaiquer reprimendas e percalços que pudessem ter vindo do caráter dos outros”. (art. 56)

Quando as Irmãs chegavam ao Cenáculo Antonietta:
Era a primeira a ir ao encontro
Se interessava pelo estado de saúde de cada uma.
Obtinha o alimento especialmente desejado.
Emprestava suas roupas, a sua bolsa d’água,... (art. 59)
Pelas irmãs doentes e por todos os outros doentes nutria uma atenção, um amor que beirava a veneração:  era uma espécie de bondade sem limites, como uma mãe terna, sempre paciênte e cheia de uma sensibilidade particular. (art. 57)

Fazia tudo pela maior glória de Deus: “Posso praticar o meu amor fraterno entre os tachos e as panelas, pensando em preparar o alimento para os personagens da Sagrada Família” (art. 63)

Quando caiu no chão inconsciente, Antonietta sempre preocupada apenas com os outros, dice à Irmã que corria para ajudá-la: “Vá, porque há alguém que necessita de mais ajuda do que eu!” (art. 74) ...


Como é o meu relacionamento com as minhas irmãs da Fraternidade/Grupo?

Como vivo o testamento de Pe. Ireneo de “querei-vos bem, tanto bem, sempre bem” e de ser “uma por todas e todas por uma”?

Sou disponível a prestar ajuda às irmãs, de ir ao encontro delas em suas necessidades, ou sou eu quem sempre busco a ajuda dos outros?

O que eu faço pelas irmãs doentes? Pelas irmãs isoladas e distantes? Pelas irmãs que eventualmente estão em crise

Qual é a minha reação quando sofro alguma incompreensão com uma irmã ou com a Responsável? Exercito-me a aceitar eventuais reprimendas ou não vejo a hora de justificar-me?

Sou aberta ao diálogo, sincera e serena?

Aceito com serenidade os trabalhos que a irmãs me têm confiado? Como os desenvolvo?

Que coisa Antonietta diz especialmente a mim no que se refere ao amor fraterno neste momento da minha vida?

Atitudes:
-          Simples/humilde
-          Obediente
-          Tranquila
-          Amo o silêncio
-          Fervorosa vida interior
-          Confiante na Providência divina
-          Fiel
-          Caritativa
-          Generosa
-          Feliz
-          Alegre; Sempre com sorriso nos lábios
-          Perseverante
-          Equilibrada
-          Extraordinária bondade
-          Nunca se lamentava
-          Reta e delicada em tudo
-          ….

Em quais virtudes sinto necessidade de crescer?